Flávio Bolsonaro recusa segurança da PF durante as eleições
O parlamentar ainda ressalta que "não confia no atual chefe da PF" e que não abriria espaço para pessoas mal-intencionadas em sua campanha
O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste fim de semana que abre mão da segurança que será feita por parte da Polícia Federal (PF), a nomes que devem concorrer ao pleito eleitoral de outubro, sob a afirmação de não confiar no atual chefe da corporação.
A medida também é destacada pelo senador como uma manifestação para que os agentes investiguem o roubo a aposentados e pensionistas do INSS no inquérito da operação “Sem Desconto”.
O primogênito de Jair Bolsonaro diz que a “desculpa” do então chefe da PF, Andrei Rodrigues, para investigar nomes ligados à fraude, como no caso de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi a falta de efetivo. Ele disponibiliza os encarregados para investigar o roubo aos aposentados.
“Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS. Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar lulinha – acusado de receber mensalinho do Careca do INSS – foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo lula seja devolvido aos aposentados”, disse Flávio no X (antigo Twitter).
O parlamentar ainda ressalta que “não confia no atual chefe da PF” e que não abriria espaço para pessoas mal-intencionadas em sua campanha.
“Além disso, não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha. A partir de 2027 nossos Policiais Federais serão valorizados, voltarão a ter autonomia para trabalharem e investigarem bandidos, ao invés de receberem ordens pra perseguir opositores de lula”, finalizou.
O candidato escolhido da oposição já vem fazendo sua própria defesa em eventos com públicos. Em alguns deles, aparece reforçado de seguranças e fazendo o uso de colete à prova de balas.
Nesta segunda-feira (20), a PF inicia uma operação destinada à segurança de presidenciáveis. O planejamento prevê a mobilização de até 458 servidores, além do emprego de veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba.
O orçamento estimado para operação é de mais de R$ 95 milhões. A estrutura foi dimensionada para atender simultaneamente até 10 candidaturas presidenciais.