Mentira apontada

Defesa de Heleno acusa MP de ‘faltar com a verdade’

Advogado Matheus Milanez relatou que o MP desqualificou testemunhas de defesa do ex-ministro

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Advogado Matheus Milanez, defesa do general Augusto Heleno - (TV Justiça | YouTube)

A defesa do general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira (3), no plenário da 1ª Turma, que o Ministério Público (MP) “falta com a verdade”, na denúncia da suposta “trama golpista”.

Segundo o advogado Matheus Milanez, o Ministério Público se voltou contra algumas testemunhas escolhidas em favor de Augusto Heleno.

“Aqui, excelências, eu trago uma alegação do Ministério Público, que falta com a verdade”, afirmou o advogado Matheus Milanez.

De acordo com ele, o MP disse ser “importante ressaltar” que a maioria das pessoas apontadas por Heleno para testemunhar eram “funcionários de menor escalão hierárquico, sem acesso direto ao núcleo decisório da organização criminosa”.

“O MP alega que nós trouxemos testemunhas de baixo grau hierárquico, nós temos só o vice-presidente da República, o ministro da Saúde, o diretor da Segurança Presidencial, o coordenador de viagens e eventos da PGR”, rebateu o advogado ao citar, dentre esses, outros nomes indicados por eles.

Ao concluir a fala, o advogado destacou que “só se trouxesse o presidente Bolsonaro para falar aqui, eu acho que somente ele seria superior”, concluiu.

A PGR pediu a condenação de Augusto Heleno pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado.

Assim como Jair Bolsonaro, ele decidiu acompanhar o julgamento de sua residência, a fim de evitar tensão no plenário da 1ª Turma.

O militar foi denunciado como um dos responsáveis por construir narrativas com o ex-presidente contra as urnas eletrônicas – denominado como o primeiro passo da “trama golpista”.  A PGR afirmou na denúncia que o então ministro atuou juntamente com Alexandre Ramagem (PL-RJ), na época diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

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