Defesa confirma posse de Bolsonaro e nega irregularidades
O ex-presidente não recebeu nenhum pedido da justiça desde sua condenação por suposta tentativa de golpe para devolução do utensílio
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou um parecer solicitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma arma apreendida em Brasília, vinculada ao nome do ex-presidente.
Segundo a defesa, a arma está no nome de Bolsonaro; entretanto, ele não recebeu nenhum pedido da justiça desde sua condenação por suposta tentativa de golpe para devolução do utensílio, devidamente registrado.
Na madrugada de segunda-feira, um motorista do Exército foi abordado por uma blitz em Taguatinga-DF, tendo seu carro fiscalizado e encontrando a arma, que afirmou ser de posse do ex-chefe do Executivo.
O Supremo exigiu explicações da defesa do ex-presidente depois que as informações do boletim de ocorrência chegaram ao conhecimento do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que condenou Bolsonaro. Moraes pediu, por exemplo, que a defesa esclarecesse por que o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente, e por que solicitou reparo no armamento às vésperas do fim do prazo de 90 dias de prisão domiciliar humanitária.
Em resposta, a defesa diz que a equipe de segurança retirou o percussor do armamento, sem o conhecimento de Bolsonaro, a fim de garantir sua segurança, uma vez que ele está sob o uso de medicamentos psiquiátricos que podem afetar sua cognição.
Após o manuseio do armamento, Bolsonaro identificou a falha e logo solicitou o reparo.
Moraes, que já determinou uma série de cautelares com Bolsonaro em casa, estranhou o fato de uma posse de arma e pediu explicações, o que pode levar a uma reavaliação de sua medida de domiciliar humanitária.
O prazo determinado pelo ministro acaba no próximo dia 25 de junho, com Bolsonaro sujeito a uma nova perícia médica para avaliar a necessidade de manutenção do direito.