Cerco ao crime

Zema propõe construir super presídio para líderes de facções ‘mofarem’

Candidato à Presidência da República promete adotar política semelhante à dos EUA contra facções criminosas

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Romeu Zema, candidato ao Planalto. (Foto: Reprodução/Stories/Instagram/Acervo Pessoal).

Oficializado, nesta segunda-feira (27), candidato à Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) apresentou diretrizes para a segurança pública e defendeu o endurecimento das penas e das condições de isolamento para lideranças do crime organizado.

A principal proposta do político envolve a construção de um presídio de segurança máxima em uma região remota da floresta amazônica. O objetivo é confinar os chefes de facções criminosas em isolamento.

“Vamos construir um super presídio de referência num lugar remoto no meio da Amazônia, para onde todos esses líderes vão ser encaminhados e vão mofar por pelo menos 25 anos”, declarou Zema durante o discurso.

O candidato também afirmou que pretende classificar as facções criminosas como organizações terroristas, medida que, segundo ele, seguiria o modelo adotado pelos Estados Unidos.

“Vou enquadrar todas as organizações e facções criminosas como terroristas”. 

Ao defender a proposta, o candidato criticou o fato do Brasil ainda não ter adotado essa classificação:

“Eu quero que o Brasil retome a soberania que nós estamos perdendo. Tem gente falando aí que está perdendo a soberania porque os Estados Unidos enquadraram as organizações, facções criminosas como terroristas. O Brasil é que já deveria ter feito isso há muito tempo”, ponderou.