Conselho de Ética

Relator defende cassação de Glauber Braga por agredir membro do MBL

Votação deve ocorrer na próxima semana

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Deputado federal Glauber Braga. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados).

O relator do processo contra o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) no Conselho de Ética da Câmara, deputado federal Paulo Magalhães (PSD-BA), votou nesta quarta-feira (2) pela cassação do mandato do parlamentar.

Glauber se tornou alvo do Conselho de Ética em abril do ano passado, quando o Partido Novo alegou que o deputado infringiu o decoro parlamentar por agredir e expulsar das dependências da Câmara Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), e por tentar agredir o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), que defendeu o militante.

Ao ler o parecer, Magalhães descartou a tese de legítima defesa apresentado por Braga. O parlamentar afirmou que as agressões do psolista foram “injustificadas” e “desproporcionais”.

“Diante das provas produzidas nos autos, verifica-se que o representado extrapolou os direitos inerentes ao mandato, abusando, assim, das prerrogativas que possui. Portanto, é imperioso admitir que o representado, com seus atos, efetivamente incidiu na prática da conduta, sendo cabível, no caso sob exame, a sanção da perda do mandato”, argumenta o relator.

A votação foi adiada a pedido do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), e deve ocorrer na próxima semana.

Para perder o mandato, Glauber precisa que a decisão do Conselho de Ética seja confirmada pelo Plenário da Câmara com, no mínimo, 257 votos dos 513 deputados.