Ex-ministro da Justiça

Polícia Federal retira porte de armas de Anderson Torres

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na PF

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Torres foi liberado da prisão no dia 11 de maio, após quase quatro meses de detenção. Foto: Marcelo Camargo/ABr.

A Polícia Federal (PF) cassou o porte de armas do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres.

Os agentes da PF fizeram uma visita à residência de Torres para recolher as armas que estavam em posse do ex-ministro na sexta-feira (22).

Torres foi solto da prisão no dia 11 de maio, após quase quatro meses de detenção. O ex-ministro era mantido sob custódia por suspeitas de omissão em relação aos atos de vandalismo ocorridos nas sedes dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro.

Atualmente, Torres cumpre medidas cautelares. Entre as medidas, inclui-se o uso de tornozeleira eletrônica.

O ex-ministro que atuava como delegado federal é investigado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) conduzido pela PF.

O processo examina a conduta de Torres durante seu mandato como ex-Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal em 8 de janeiro.

A Polícia Federal tenta também recuperar os salários que Torres recebeu durante o período em que esteve detido.

Além das supostas omissões no 8 de janeiro, Anderson enfrenta outras duas acusações principais:

Bloqueios da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no 2º turno das eleições de 2022: Torres, que era ministro da Justiça na época, é investigado por supostamente “incitar a PRF a bloquear estradas no Nordeste durante o dia da eleição, contrariando uma ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

Minuta golpista: Foi encontrada na casa do ex-ministro uma minuta de um decreto presidencial que “propunha a instauração de um estado de defesa para alterar o resultado da eleição”, o que é inconstitucional.

 

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