Propaganda antecipada

PL acusa ICL de fazer campanha para Lula e aciona o TSE

Partido afirma que instituto utiliza estrutura atuar contra Flávio Bolsonaro e beneficiar o petista

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Lula e Flávio Bolsonaro. (Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Redes sociais).

O Partido Liberal (PL) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando o Instituto Conhecimento Liberta (ICL) de utilizar sua estrutura institucional para promover propaganda eleitoral antecipada contra o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), em benefício do governo Lula.

Segundo a legenda, a ação não contesta a atividade jornalística do instituto, mas sustenta que o canal estaria sendo utilizado como instrumento de atuação político-partidária em favor do petista.

Segundo a representação, o ICL montou uma complexa operação de mobilização político-eleitoral utilizando perfis institucionais, grupos oficiais de WhatsApp, mecanismos de cadastramento, comunicação permanente com usuários e anúncios patrocinados para ampliar o alcance do material com declarado conteúdo eleitoral, em ataques a Flávio e benefício direto a Lula.

A equipe jurídica do PL aponta que a estratégia consiste em publicar chamadas nas redes sociais do ICL incentivando os usuários a comentarem as postagens. Após a interação, os interessados são direcionados para grupos oficiais de WhatsApp, onde passam a receber conteúdos declaradamente eleitorais e orientações para disseminar o material entre seus contatos pessoais.

O PL identificou impulsionamento pago da campanha na Biblioteca de Anúncios da Meta. São dezenas de anúncios patrocinados alcançando mais de um milhão de impressões, com investimento estimado entre R$ 70 mil e R$ 80 mil para promover o mesmo conteúdo.

“A pessoa jurídica está impulsionando explícito conteúdo político-eleitoral abertamente, em completa contrariedade à lei”, aponta a representação.

A denúncia destaca que os participantes são estimulados a compartilhar o conteúdo para que o debate alcance mais pessoas “antes das eleições”, o que, segundo o PL, demonstra finalidade eleitoral explícita.

“Não há manifestação espontânea e isolada de uma pessoa natural, mas, sim, uma pessoa jurídica criando, financiando, abastecendo e administrando uma rede organizada de divulgação de conteúdo político-eleitoral contra pessoa individualmente determinada”, destaca a representação.

Na ação, o PL solicita que o ICL suspenda imediatamente a divulgação do conteúdo, informe os valores empregados em sua produção e veiculação e esclareça se mantém contratos com o governo federal.

A legenda também pede que o instituto detalhe eventuais repasses de recursos recebidos de partidos políticos, incluindo o PT.

O Diário do Poder entrou em contato com Instituto Conhecimento Liberta sobre o caso e aguarda retorno. A reportagem destaca que o espaço segue aberto para manifestações.