Milei chama Lula de ‘presidiário’ e declara apoio à candidatura de Flávio
Presidente da Argentina participou da convenção nacional do PL e afirmou que o senador é 'o único capaz de vencer o petista'
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou neste sábado (25) que a experiência vivida por seu país sob governos de esquerda deve servir de alerta para outras nações e defendeu que o combate ao socialismo seja uma prioridade. As declarações foram feitas durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), em São Paulo, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
O presidente argentino também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um dos trechos do discurso, referiu-se ao chefe do Executivo brasileiro como “presidiário” ao comentar, sem apresentar evidências, que um país vizinho teria tentado interferir nas eleições argentinas em favor da esquerda.
Na sequência, Milei afirmou que o Brasil caminha para uma “crise da dívida” em decorrência da política fiscal adotada pelo governo federal. Segundo ele, Lula deixou de promover um ajuste fiscal necessário para assegurar estabilidade econômica e tem ampliado os gastos públicos com objetivo eleitoral.
Sem apresentar provas, o presidente argentino também acusou Lula de “prender opositores”.
Em seu discurso, Milei manifestou apoio ao candidato do PL e afirmou que Flávio Bolsonaro “é o único capaz de vencer Lula” na disputa presidencial deste ano.
Ao defender sua visão econômica, o presidente argentino disse que os eleitores precisam pensar “nas próximas gerações” e afirmou que a Argentina enfrentou graves consequências após, segundo ele, seguir “o caminho do socialismo até o final”.
Milei declarou que o país deixou de ser uma potência econômica e passou a conviver com altos índices de pobreza, inflação e déficit fiscal.
O presidente também afirmou que sua gestão tem como objetivo compartilhar a experiência argentina para evitar que outros países enfrentem, em suas palavras, “tragédias sociais e econômicas”.
“Parte da nossa missão como governo é ajudar outras nações para que mudem a tempo”, afirmou.
Durante a fala, Milei voltou a criticar os governos kirchneristas, responsabilizando as administrações anteriores pela deterioração das contas públicas. Segundo ele, sua gestão encontrou a Argentina à beira de uma hiperinflação em razão do aumento dos gastos públicos, da emissão de moeda e do crescimento da inflação.
Ao encerrar o discurso, Milei voltou a associar o socialismo ao autoritarismo e afirmou acreditar que os brasileiros compreendem esse cenário.