IHRA

Lula tira Brasil da aliança do Holocausto e é acusado de ‘falha moral’ por Israel

Israel acusa o governo Lula de 'voltar-se contra o povo judeu'

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Presidente Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. (Foto: Ricardo Stuckert).

O governo Lula (PT) retirou o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), onde ocupava o posto de membro observador desde 2021.

A informação foi comunicada Ministério das Relações Exteriores de Israel. Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre o desligamento da IHRA.

Em nota publicada na rede social X (antigo Twitter), o Itamaraty israelense classificou o gesto brasileiro como “imprudente e vergonhoso”.

“Em uma época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, escreveu o ministério.

A crítica israelense também apontou para a recente adesão do Brasil à ação movida pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que acusa Israel de violar a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

A petição sul-africana, apresentada em janeiro de 2024, responsabiliza Israel por conduta genocida e “assassinato em massa de civis” durante a ofensiva militar na Faixa de Gaza.

“A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ, ao mesmo tempo em que se retira da IHRA, é uma demonstração de uma profunda falha moral”, declarou ainda o governo israelense.

A decisão aprofunda as tensões diplomáticas entre os governos de Lula e Benjamin Netanyahu, deterioradas desde o agravamento do conflito na Faixa de Gaza. Em fevereiro de 2024, o petista foi declarado “persona non grata” em Israel.

Lula se tornou “não bem-vindo” no território israelense por comparar as ações de Israel na Faixa de Gaza ao extermínio de milhões de judeus pelos nazistas chefiados por Adolf Hitler no século passado. o petista classificou a resposta de Israel na Faixa de Gaza aos ataques terroristas promovidos pelo Hamas como “genocídio” e “chacina”.