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Girão cobra proibição das bets e mira gastos de órgãos públicos no Ceará

Parlamentar cita denúncias envolvendo o MP do Ceará e reforça defesa de medidas contra a expansão das jogatinas

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Senador Eduardo Girão. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado).

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) elogiou, nesta quinta-feira (2), a audiência pública conjunta das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos (CDH), do Senado, que discutiu o vício em apostas esportivas e os impactos sociais das chamadas bets.

Durante pronunciamento na Casa, o parlamentar defendeu a adoção de medidas mais rigorosas para conter a expansão da atividade no país.

Segundo Girão, o debate reuniu representantes da sociedade civil, especialistas e integrantes dos ministérios da Fazenda e da Saúde para discutir alternativas diante dos problemas relacionados às plataformas de apostas.

“Estavam lá membros da sociedade civil, estudiosos, o governo federal, tanto no Ministério da Fazenda como no Ministério da Saúde, discutindo, buscando alternativas imediatas, emergenciais, para essas tragédias que nós estamos vendo ocorrer em todo o território nacional sobre as bets. (…) O Senado tem que consertar isso, no meu modo de entender, proibindo a jogatina, qualquer que seja, no nosso território nacional”, afirmou.

O senador também voltou a cobrar mais transparência na administração pública e citou denúncias envolvendo gastos com viagens internacionais de integrantes de órgãos públicos do Ceará.

Entre os casos mencionados, Girão destacou o pagamento de diárias para promotores do Ministério Público do Ceará em viagens aos Estados Unidos e contratos firmados pelo governo estadual com o Instituto Mirantes na área da cultura.

“As denúncias reforçam a necessidade de maior transparência. A sociedade tem o direito de saber qual foi a agenda oficial, quais reuniões efetivamente ocorreram, quais autoridades participaram, se houve atas, relatórios, registros formais, documentos encaminhados ao CNMP e, principalmente, qual foi o retorno concreto dessas viagens para o Ministério Público do Ceará e para a população. Por isso eu oficiei o Ministério Público do Ceará solicitando todas as informações sobre essa jornada”, disse o senador.