Flávio Bolsonaro chega aos EUA e promete defender o Brasil contra taxas
Pré-candidato ao Planalto afirma que apresentará argumentos técnicos e políticos em audiência
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), chegou neste domingo (5) em Washington, nos Estados Unidos, onde participará de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para discutir as sobretaxas impostas a produtos brasileiros.
Ao chegar ao país, o parlamentar afirmou que sua missão é defender as empresas nacionais e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Enquanto o atual presidente manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim a Washington defender os brasileiros”, declarou.
Segundo Flávio, a viagem tem como objetivo apresentar argumentos técnicos e políticos durante a audiência, marcada para terça-feira (7), para sustentar que a política externa do governo Lula contribuiu para o cenário que, segundo ele, ameaça as empresas e as exportações brasileiras.
O senador também afirmou que pretende rebater críticas ao PIX durante a agenda nos Estados Unidos.
“Eu vou defender o PIX, que foi criado no governo do presidente Bolsonaro e promoveu a inclusão de milhões de brasileiros no sistema bancário. O PIX é sagrado para todos nós brasileiros”, disse.
Ainda de acordo com Flávio Bolsonaro, as atuais sobretaxas interessariam ao governo federal, que, na avaliação dele, teria optado por adiar negociações com os Estados Unidos e provocar uma reação do governo norte-americano.
O parlamentar também voltou a citar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Segundo ele, a medida ocorreu após uma audiência em que defendeu essa posição junto ao presidente Donald Trump.
Por fim, Flávio afirmou que a audiência conduzida pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, é o canal institucional adequado para tratar das sobretaxas.
O senador citou a carta do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para sustentar que esse é o espaço legítimo para discutir o tema e criticou o governo Lula por, segundo ele, não utilizar esse mecanismo para defender as empresas brasileiras.