Agência de publicitário ligado a Leite e Souza recebe contrato de R$15,6 milhões no RS
Empresa dividirá a comunicação digital do governo estadual com agência que já presta serviços ao Executivo gaúcho
A Secretaria de Comunicação do Rio Grande do Sul concluiu a licitação para contratar as agências que serão responsáveis pela comunicação digital do governo estadual. Entre as vencedoras está a House of Creativity (HOC), agência do publicitário Fábio Bernardi, responsável pelo marketing da pré-campanha do vice-governador Gabriel Souza (MDB) ao governo do estado.
A HOC dividirá o contrato com a agência Escala, primeira colocada no certame. Juntas, as duas empresas terão à disposição uma conta superior a R$ 15,6 milhões apenas no primeiro ano de execução, com possibilidade de prorrogação.
Além de comandar a estratégia de comunicação de Gabriel Souza, Bernardi também foi um dos principais marqueteiros das campanhas do governador Eduardo Leite (PSD) ao Palácio Piratini.
Pelo contrato, as agências ficarão responsáveis pelo planejamento, produção de conteúdo, gestão das redes sociais oficiais, monitoramento digital, inteligência de dados e desenvolvimento das estratégias de comunicação do governo gaúcho.
A contratação ocorre em um contexto de restrições impostas pela legislação eleitoral. Durante o período eleitoral, a publicidade institucional dos órgãos públicos e o uso dos perfis oficiais do governo nas redes sociais ficam sujeitos às limitações previstas na legislação, com o objetivo de evitar promoção institucional que possa influenciar a disputa eleitoral.
O resultado da licitação chama atenção pelo fato de as duas empresas vencedoras já manterem vínculos com a atual gestão estadual.
A Escala, que já possui contratos de publicidade com o Executivo gaúcho, ampliará sua atuação para a área de comunicação digital. Já a HOC pertence ao estrategista responsável pela comunicação política do grupo liderado por Eduardo Leite e da pré-campanha de Gabriel Souza.
O edital, ao qual o Metrópoles teve acesso, previa a contratação de apenas duas empresas e estabeleceu que a escolha seria feita pelo critério de melhor técnica.
Também determinou que as propostas fossem analisadas por uma subcomissão especializada, prevendo regras de impedimento e termos de responsabilidade para os avaliadores, como forma de preservar a imparcialidade do julgamento.