Isentão

Aécio desiste do Planalto e PSDB sinaliza neutralidade entre Lula e Flávio

Tucano diz que 'polarização' dificulta uma candidatura de centro

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Deputado federal Aécio Neves. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados).

O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), descartou disputar a Presidência da República este ano e afirmou que a eleição deve ser marcada pela “armadilha da radicalização política”.

O tucano também indicou que o partido não deve apoiar nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Depois de muitas conversas internas, tenho que afirmar, em primeiro lugar, que o PSDB caminha para não ter candidatura própria nesta eleição. Isso foi cogitado há pouco tempo. Eu próprio, você se lembra, sugeri o nome do governador Ciro Gomes como a nossa alternativa. Logo depois ele próprio, lideranças como Tasso Jereissati, Roberto Freire, dentre outras, sugeriram meu nome como esse candidato. Mas nós chegamos à conclusão de que nós temos que ter os pés no chão e sim iniciar a construção de um projeto vigoroso para 2030”, disse Aécio ao Estadão.

O parlamentar também avaliou que a disputa deste ano será “a mais fratricida da história recente do Brasil”, em razão das tentativas de “ideologizar o debate”, e sinalizou que a tendência é o PSDB permanecer neutro.

” Nós vamos ter uma reunião da federação PSDB-Cidadania em breve, talvez nessas próximas duas semanas. O caminho natural hoje, depois de discutirmos até as possibilidades de uma candidatura, é o apoio a uma candidatura no centro. Mas o que nós percebemos é que, a três meses das eleições, ficou muito difícil furar essa bolha. Então, vamos dar um passo atrás para dar vários na frente e construir um projeto de Brasil a partir de agora já destas eleições”, afirmou.