"Placa da traição"

Ibaneis é excluído da placa de inauguração sem que a interina soubesse

Celina afirma que nem sequer viu a placa no corre-corre da inauguração

acessibilidade:
A Escola Classe 502, do Itapoã Parque, foi construída por Ibaneis e inaugurada como se ele não existisse.

A Escola Classe 502, construída pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) no Itapoã Parque, região administrativa localizada a cerca de 20k do Plano Piloto de Brasília, foi inaugurada nesta terça (28) com a exclusão do nome do chefe do Executivo da placa que marca o evento.

A governadora em exercício, Celina Leão (PP), afirmou ao Diário do Poder que nem sequer percebeu que o nome de Ibaneis tinha sido omitido. Ela ficou de costas para a placa no momento do descerramento, por ter sido solicitada a se posicionar para fotos, e não chegou a reparar a exclusão do nome de Ibaneis Rocha.

Celina Leão assumiu após o STF afastar Ibaneis do cargo por ocasião dos atos de vandalismo de 8 de janeiro, a partir da suposição, jamais confirmada, de que o governador teria se omitido.

A “placa da traição” a Ibaneis, na escola inaugurada.

O fato surpreendeu os meios políticos porque a vice tem dado demonstrações de lealdade ao governador, como ele próprio reconhece, apesar de sua assessoria estar promovendo inauguração de obras e assumir a paternidade de iniciativas de Ibaneis.

A placa afixada numa das paredes da Escola Classe 502 omite o nome do governador como se ele não existisse ou não estivesse apenas temporariamente afastado, apesar de ter sido reeleito em primeiro turno, no ano passado.

Lealdade preservada

Celina tem sido que se orgulha de ter feito a defesa de Ibaneis diante do presidente Lula (PT) e dos ministros, mesmo correndo o risco de desagradar.

Ela também decidiu, desde o início de sua interinidade, não trocou qualquer secretário e nem mesmo ocupou o gabinete do governador.

A governadora em exercício disse ao DP que tem a preocupação de sempre mencionar o nome de Ibaneis em atos públicos, e que tem agido em sua defesa tanto na Justiça quanto os meios políticos. “Minha história não passa por deslealdade”, diz ela.

“Placa da traição”

No Palácio do Buriti, sede do governo do DF, a exclusão do nome do governador tem sido criticada e os principais alvos são outras autoridades que permitiram a inclusão de seus nomes na placa, ignorando quem os nomeou.

Estão citados na placa também o secretário de Governo, José Humberto Pires, e secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. José Humberto também não sabia da inclusão do seu nome e afirmou que vai apurar o que aconteceu.

Na “placa da traição”, como vem sendo chamada nos meios políticos, há ainda os nomes de funcionários subalternos como o administrador regional interino do Itapoã, o coordenador regional de Ensino e o diretor da Codhab, órgão executor da política habitacional do governo do DF.