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Saques de mais de R$4 milhões colocam motoboy do DF na mira da CPI

Empresa VTClog participou de contratos com a Davati e o Ministério da Saúde no caso da compra da Covaxin

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Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe em CPI da Pandemia
'Líderes' da CPI da Pandemia no Senado. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva, que presta serviço à empresa VTClog, passou a ser alvo de investigação na CPI da Pandemia, do Senado. A empresa de logística de medicamentos é mencionada em contratos da Davati junto com o Ministério da Saúde.

Ivanildo entra na mira da comissão por realizar uma série de saques bancários que chegam a R$ 4.743.693 em nome da empresa, segundo apurado pela reportagem do Jornal de Brasília. O nome do motoboy aparece diversas vezes em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O documento aponta que a VTClog movimentou cerca R$ 117 milhões de forma suspeita nos últimos dois anos. Parte deste montante, operado por Ivanildo, que fez a retirada de valores em instituições bancárias, em grande parte das vezes, dinheiro em espécie na boca do caixa.

O funcionário admitiu ao JBr que realizou os saques e que fez depósitos de parte do dinheiro em contas de pessoas que ele não conhecia. Ivanildo foi questionado sobre a razão de transportar quantias altas de dinheiro, enquanto existem opções mais seguras de transações eletrônicas, mas não soube responder.

Em apenas um dia, Ivanildo chegou a transportar R$ 430 mil, em 24 de dezembro de 2018. Valor, que segundo o motoboy, seria destinado ao pagamento de fornecedores e demais credores da empresa.

A prática parece comum a VTClog, que além de confiar a Ivanildo tamanha responsabilidade também delegou a incumbência à Zenaide de Sa Reis, outra prestadora de serviços da empresa. Ela é proprietária da ZSR Apoio Administrativo e foi responsável por realizar saques que somados alcançam R$ 4.328.740.

 

 

 

 

 

 

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