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Ibaneis nomeia reitora de elogiado currículo para universidade que ele criou

Governo já fará concurso para 3500 vagas na Universidade do DF

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Simone Benck foi escolhida primeira reitora da recém-criada Universidade do Distrito Federal (UnDF).

Ao sancionar a lei criando a Universidade do Distrito Federal, esta semana, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), nomeou como primeira reitora da instituição a professora Simone Benck, dona de elogiado currículo.

Além do mestrado em educação, que concluiu em 2001 na Universidade de Brasília (UnB), a reitora também é doutora em Educação por outra prestigiada instituição de ensino superior, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 2014.

O currículo da professora desmente informações falsas, que circularam nas redes sociais, acusando-a de não ter qualificação suficiente para exercer o cargo, além de supostas ligações com políticos e a partidos de esquerda.

Ibaneis também anunciou que, já no próximo mês de agosto, abrirá concurso para 3.500 vagas da UnDF, que também dispõe de cargos de confiança a serem preenchidos pela administração superior da universidade.

Simone Benck se graduou em Ciências Econômicas pelo Ceub, em 1996, e em Matemática pela Universidade Católica de Brasília, em 2006. Ela também é  Especialista de Ensino em Filosofia, entre outros títulos.

O governador Ibaneis Rocha mostra a lei que ele assinou, criando a universidade – Foto: Agência Brasília.

Um sonho de décadas

Marco histórico para a educação pública, a sanção da lei que cria a Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF) foi assinada nesta quarta-feira (28) pelo governador Ibaneis Rocha. Fruto de um sonho de décadas, o projeto pioneiro – de autoria do Executivo local – autoriza a construção do primeiro centro universitário distrital, ampliando a oferta gratuita de vagas no ensino superior.

Durante a cerimônia no Palácio do Buriti, o chefe do Executivo anunciou investimento de R$ 200 milhões pelos próximos quatro anos, a realização de concurso público para 3,5 mil profissionais, a cessão de um imóvel no Lago Norte para funcionamento inicial da universidade e o projeto para construção de um prédio na área do Parque Tecnológico (Biotic), que também será destinada às instalações acadêmicas.

“A partir do ano que vem, começam as aulas dos cursos. Esperamos que a universidade cresça em todo o DF, ajudando principalmente as famílias mais carentes”, afirmou o governador Ibaneis Rocha.

Ele fez questão de destacar que a criação da universidade não significa despesa, mas investimento. “Quando se trata de educação você não está gerando despesa, está gerando riqueza e é essa riqueza que eu quero para a população, em especial os mais pobres”, afirmou, antes de enumerar as ações que vão permitir a viabilidade da UnDF.

“A partir do ano que vem, começam as aulas dos cursos. Esperamos que a universidade cresça em todo o DF, ajudando principalmente as famílias mais carentes. Já colocamos à disposição, tirando do orçamento do DF, aproximadamente R$ 200 milhões. É um projeto que estou encaminhando hoje para a Câmara Legislativa [CLDF], e a gente espera que seja votado da forma mais rápida possível para não faltarem recursos para constituição e funcionamento da universidade”, detalhou Ibaneis Rocha.

Futura reitora da UnDF Jorge Amaury, Simone Benck lembra o resgate feito pela atual gestão ao tirar o projeto do papel. “Revisitar o passado, antes de qualquer coisa, significa reverenciar o compromisso com o passado pela lei orgânica e constituir no DF um sistema próprio de educação superior. Passadas quase três décadas da legitimação desse dever, o governo Ibaneis escreve história, retirando nossa unidade da Federação do incômodo rol dos quatro estados que ainda não têm uma universidade pública sob sua alçada”, comemorou.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, também destacou o projeto de construção do novo campus.  “Representa a esperança para trazer melhoria da qualidade dos nossos profissionais, e nisso, governador Ibaneis Rocha, você marcou um gol de placa. A UnDF é importantíssima para o avanço da qualidade do ensino público no DF”, apontou.