Pressão e resposta

Diretor nega interferência política e reage a ‘ataques’ à Polícia Federal

Andrei Rodrigues afirma que a instituição 'trabalha com isenção' e critica tentativas de enfraquecimento por parte de 'alguns covardes e vis'

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Diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues | Foto: Senado Federal do Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (30) que não há interferência política nas investigações conduzidas pela corporação e criticou ataques à instituição.

“Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que em nossa gestão jamais houve direcionamento de qualquer atuação ou investigação. A Polícia Federal não protege nem persegue. Aqui a gente trabalha com isenção”, declarou.

As declarações foram feitas durante cerimônia pelos 82 anos da PF, em Brasília, com a presença do ministro da AGU, Jorge Messias, e do presidente do Coaf, Ricardo Saadi. Rodrigues também criticou o que classificou como ofensivas contra a corporação.

“Somos muitas vezes acusados por fazer o nosso trabalho e outras, também, de ter feito o que não fizemos. É exatamente isso que acaba nos tornando alvos de ataques de toda sorte, alguns covardes e vis”, acrescentou

Sem citar diretamente os casos, o diretor mencionou pressões sobre a PF em meio a investigações recentes, incluindo apurações envolvendo o Banco Master e o pedido de quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva.

“Saibam, aqueles que nos atacam, que este diretor-geral será a primeira voz que defenderá a nossa casa, sem recuar um milímetro do cumprimento de nossas atribuições constitucionais”, afirmou em tom de defesa

No evento, Rodrigues também elogiou a atuação de autoridades de órgãos de controle, como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O contexto inclui decisão recente do ministro do STF Alexandre de Moraes, que restringiu o compartilhamento de relatórios do Coaf, em meio a investigações sobre vazamento de dados.

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