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Diretor da Prevent Senior diz que médicos adulteraram planilhas

Pedro Benedito Batista Júnior depõe na CPI da Pandemia nesta quarta-feira (22)

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Pedro Benedito Batista Júnior em depoimento à CPI. Foto: Reprodução TV Senado

Pedro Benedito Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior, operadora de planos de saúde, diz em seu discurso de abertura na CPI da Pandemia que dois médicos já desligados “manipularam panilhas” de pacientes para incriminar a empresa.

“Os dados foram manipulados, furtados e adulterados para atacar uma empresa idônea”, informou. Pedro alegou que as informações alteradas no sistema foram encaminhados a uma advogada para que formalizassem uma denúncia.

Batista Júnior também afirmou em seu discurso que uma das pacientes informada como morta no dossiê “está viva e bem”, foi tratada e curada com o protocolo receitado pela Prevent. “Ocorreram somente 2 óbitos, e o noticiário tirou totalmente de contexto esse documento e pegou mortes que ocorreram após o dia 4 como se tivessem ocorrido anteriormente”, diz.

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O relator, senador Renan Calheiros, questionou se a prescrição dos medicamentos utilizados no tratamento precoce tiveram influência direta do presidente Jair Bolsonaro.

Batista Júnior informou que, “quem prescreve a medicação é o próprio médico. Houve uma série de pacientes exigindo a prescrição quando isso veio de encontro com os médicos da linha frente tentando salvar pacientes”.

Sobre a distribuição dos remédios, Pedro alega que eles tiveram venda suspensa nas farmácias e a própria operadora passou a distribuir aos pacientes. “Passamos a receber uma série de pacientes exigindo que nós também pudéssemos fornecer estes medicamentos”, disse.

Testagem 

Questionado por Calheiros sobre a testagem em massa obter autorização dos órgãos responsáveis, Pedro diz “senador, não houve testagem de massa”, segundo ele, o estudo foi uma observação médica.

Sobre a eficácia do uso dos medicamentos, o diretor da Prevent informou que o número de óbitos foi menor com o tratamento precoce. “Em pacientes acima de 90 anos a taxa de óbito de 29%, o município de São Paulo teve taxa de 39%”.

Já a respeito do estudo ter sido desacreditado pela comunidade médica nacional e internacional, Pedro diz que ocorreu porque “nunca foi publicado”.

 

 

Acompanhe o depoimento transmitido pela TV Senado:

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