Direita avança na Alerj e PL dispara com janela partidária
Troca de partidos fortalece blocos conservadores e amplia influência de PL e PSD no Legislativo fluminense
A janela partidária encerrada em 4 de abril provocou uma reconfiguração significativa na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com a troca de partido por 12 deputados estaduais e o fortalecimento das maiores bancadas da Casa.
O movimento consolidou o Partido Liberal (PL) como principal força política no Legislativo fluminense.
O PL ampliou sua bancada de 18 para 22 parlamentares, mantendo com folga a liderança entre os partidos.
A sigla recebeu reforços como Dr. Pedro Ricardo, Marcelo Dino, Fred Pacheco, Chico Machado e Jorge Felippe Neto, ampliando sua presença e capacidade de articulação no plenário.
Com a nova composição, a bancada do PL passa a ser formada por Alan Lopes, Alexandre Knoploch, Anderson Moraes, Chico Machado, Delegado Carlos Augusto, Douglas Ruas, Dr. Deodalto, Dr. Pedro Ricardo, Filippe Poubel, Fred Pacheco, Giselle Monteiro, Guilherme Delaroli, India Armelau, Jair Bittencourt, Jorge Felippe Neto, Marcelo Dino, Márcio Gualberto, Renan Jordy, Renato Miranda, Samuel Malafaia, Thiago Gagliasso e Valdecy da Saúde.
O crescimento do PSD também chamou atenção.
O partido dobrou de tamanho, passando de cinco para 10 deputados e assumindo a segunda posição na Alerj.
A legenda incorporou nomes como André Corrêa, Carla Machado, Célia Jordão e Vinícius Cozzolino, além do retorno da deputada Lucinha.
A bancada do PSD passa a contar com André Corrêa, Carla Machado, Célia Jordão, Claudio Caiado, Guilherme Schleder, Lucinha, Luiz Paulo, Munir Neto, Sergio Fernandes e Vinícius Cozzolino.
Outras mudanças também impactaram o cenário político. Giovani Ratinho deixou o Solidariedade e migrou para o MDB, enquanto Rafael Picciani saiu do MDB rumo à União Brasil.
Já o PMN perdeu sua única cadeira com a saída de Fred Pacheco.
Com o novo arranjo, a distribuição das bancadas na Alerj ficou liderada pelo PL (22 deputados), seguido pelo PSD (10) e União Brasil (8).
Na sequência aparecem PT e PSOL, com cinco parlamentares cada, além de outras siglas com bancadas menores.
A reconfiguração fortalece o protagonismo das maiores legendas e amplia o peso político de seus blocos dentro da Assembleia, com impacto direto nas votações, na formação de alianças e nas articulações estratégicas para os próximos meses.