Dezenas de associações defendem adiar fim da escala 6×1
Entidades alertam para riscos econômicos e destacam necessidade de debate amplo antes de qualquer alteração
Um grupo de associações empresariais e setoriais enviou um manifesto ao governo Lula (PT) defendendo o adiamento da votação que prevê a redução da jornada de trabalho, conhecida como fim da escala 6×1.
No documento, as entidades afirmam que a aprovação apressada da proposta pode causar graves consequências para o setor produtivo.
“O governo não quer discutir as graves consequências dessa possível alteração. Se houver um projeto de lei com tramitação rápida, haverá atropelo dos debates. Essa votação precisa ser adiada para 2027. É preciso serenidade para ouvir todos os envolvidos, em especial os pequenos e médios empreendedores”, destaca trecho do documento.
O manifesto é assinado por Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), que representa todo o Sistema Associativo.
Cotait reforça ainda a posição contrária ao uso de Medida Provisória para tratar do tema, classificando a iniciativa como “uma afronta ao Congresso e à sociedade”.
O manifesto reúne uma ampla gama de entidades de diferentes setores, incluindo comércio, indústria, serviços, tecnologia e saúde. Entre os signatários estão a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CERVBRASIL), Associação Brasileira de Eventos (ABRAFESTA), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL-SP), Associação Paulista de Supermercados (APAS), Confederação Nacional de Serviços (CNS), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE-SP) e Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP), entre muitas outras.
No manifesto, as associações enfatizam a necessidade de ouvir todos os envolvidos antes de qualquer alteração na legislação trabalhista, destacando os impactos sobre pequenos e médios empreendedores. Segundo o documento, mudanças apressadas na jornada de trabalho podem gerar efeitos negativos no planejamento empresarial, nos custos operacionais e na manutenção de empregos.