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Guerra à Covid

Deputado e médico, Ovando chama de genocida quem defende dipirona contra covid

'Isso é crime. Quem faz isso é um genocida', declarou o parlamentar, médico há 45 anos

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Deputado federal Dr. Luiz Ovando (PSL-MS) - Foto: Agência Câmara.

O deputado Dr. Luiz Ovando (PSL-MS) diz que genocidas são os que defendem e prescrevem, no caso de médicos, dipirona ou paracetamol a paciente com sintomas de Covid-19.

A declaração foi feita durante live promovida pela deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR), que teve a participação do prefeito de Chapecó (SC), João Rodrigues (PSD).

Médico há 45 anos, o parlamentar explica que os sintomas da Covid-19 são fáceis de identificar e, se tratados imediatamente, evita grande parte das internações.

“O paciente que chegar a uma unidade de saúde com sintomas de Covid-19 não pode voltar para casa com prescrição de dipirona ou paracetamol. Isso é crime. Quem faz isso é um genocida”, declarou Ovando, cardiologista, intensivista e geriatra.

Durante a live, no sábado (10), o prefeito de Chapecó detalhou os procedimentos adotados pelo município para reduzir novos casos de Covid-19 e praticamente zerar as internações em UTI.

João Rodrigues explicou que “o pulo do gato” do município no combate ao coronavírus foi a realização de milhares de testes rápidos e o tratamento imediato dos infectados aos primeiros sinais da doença.

Ovando elogiou a decisão de Chapecó e sugeriu que os demais prefeitos adotem os mesmos procedimentos. Até porque, diz, os municípios receberam autonomia do Supremo Tribunal Federal para editar medidas de combate ao vírus.

“Se tivéssemos adotado o tratamento precoce desde o início, hoje teríamos situação controlada, com menos vidas perdidas, além de leitos sobrando para tratar os infectados”, afirmou Ovando. “Erramos desde o início. Essa que é verdade”.