ataques e afagos a Lula

Declarações contraditórias de Simone Tebet geram críticas

Ministra do Planejamento é cobrada por falas divergentes sobre Lula

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Ministra do Planejamento, Simone Tebet, e Presidente Lula. (Foto: Divulgação Twitter de Simone Tebet)

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, tem enfrentado críticas nas redes sociais por suas declarações contraditórias sobre o governo do qual faz parte.

Vídeos em que a ex-senadora critica severamente o presidente Lula no passado e falas mais recentes em que Tebet afaga o governo tem repercutido. Sua mudança de postura, após entrada no governo, gerou desconforto e questionamentos.

Em uma das gravações, Simone Tebet acusa Lula de ter sido o “mentor”, o “orquestrador” dos escândalos de corrupção durante as gestões do petista e a de Dilma Rousseff.

“O Lula não tem a capacidade de fazer o meia-culpa, como o grande orquestrador do até então maior escândalo da história da República, que foi o petrolão. (…) Nós estamos falando de um governo que primeiro usou o mensalão como mesada para comprar o Congresso Nacional, depois, numa reeleição para se manter no poder, um petrolão. Eu faço esse reconhecimento, o governo do PT, não faz, até hoje nega que houve esse escândalo, e depois, agora, hoje nós temos o orçamento secreto.”, afirma a ministra no vídeo.

Em 2022, em outro vídeo a ex-senadora negou qualquer negociação de cargos, mas logo após o segundo turno das eleições, aceitou o cargo de ministra, apesar de ter recusado outras pastas anteriormente.

“Eles saberiam, eles sabem a resposta. Isso é mera especulação, fake news. A equipe da coordenação do Lula não me abordou, ate porque eles não são louco de fazer isso, eles me conhecem, eles sabem do nosso proposito, que eu não estou aqui por cargo”, afirmou a ministra ao ser questionada se o PT avaliava oferecer um ministério importante para ela

Tebet é acusada de trocar seu apoio a Lula por um ministério.

Já em recentes declarações, Tebet demonstrou entusiasmo com o governo Lula, mesmo diante da piora nas condições econômicas, como o aumento da inflação e do rombo fiscal.

“Portanto, presidente, se precisar do Lula 4, o senhor vai ser eleito para ajudar Mato Grosso do Sul”, declarou no seu estado, Mato Grosso do Sul, em 5 de dezembro do ano passado.

No entanto, três meses depois, a ministra disse à CNN Brasil que o próximo presidente, “seja lá quem for”, terá dificuldade para governar o país com o atual modelo fiscal, que ela ajudou a elaborar.

Para os observadores políticos, Simone Tebet enfrentará dificuldades em 2026, ano eleitoral, quando terá que decidir se permanece no cargo ou disputa uma vaga no Legislativo.

Sua decisão será ainda mais complexa, considerando a rejeição que enfrenta em Mato Grosso do Sul.

Com informações do MS em Brasília.

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