STF diz não ser de Barroso apê nos EUA, que seria de offshore dos filhos
Vídeo de anúncio de imóvel vizinho ao do ministro Barroso foi apagado
A informação de que o ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, teria um apartamento com valor comercial de até 5 milhões de dólares, em Miami, foi desmentida na tarde desta segunda-feira (4) pela Coordenadoria de Imprensa da cúpula do Judiciário do Brasil.
“O ministro Luís Roberto Barroso não tem bens nos Estados Unidos”, respondeu o STF, ao ser questionado pelo Diário do Poder sobre a publicação da influencer brasileira que atua no setor imobiliário da Flórida, Poliana Landim.
O vídeo foi apagado do perfil da corretora. A imprensa já noticiou que o imóvel comprado em 2014 está registrado oficialmente em nome de uma empresa offshore da família do presidente do STF, a Telube Florida LLC. O nome da empresa forma a sigla com as sílabas iniciais dos nomes dos filhos do ministro: Teresa, Luna e Bernardo, sendo este último advogado e o atual gestor da empresa, Bernardo Van Brussel Barroso.
A corretora mostrou em suas redes sociais o que os brasileiros em Miami sempre tiveram conhecimento: um apartamento que ela disse ser similar ao que atribui ser de propriedade do ministro Barroso. E informou que a unidade está à venda ao equivalente a mais de R$27 milhões.
Landim publicou em suas redes sociais um convite para brasileiros endinheirados a serem vizinhos de Barroso, mostrando a belíssima vista para o intenso azul do mar de Miami, “o mais lindo dos Estados Unidos”. Em uma varanda que, segundo a corretora, seria igual ao do apê do presidente do STF ou, como se sabe, da empresa de sua família.
Um dos atrativos do investimento, segundo a corretora, profissional respeitada na Flórida, é o aluguel mensal de 30 mil dólares mensais (mais de R$166 mil) que pode render.
Barroso é uma das autoridades brasileiras alvo de sanção do governo dos Estados Unidos, que cassou o visto de sete ministros do STF, para além de Alexandre de Moraes. Os membros da cúpula do Judiciário do Brasil é acusada de “perseguição judicial” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu acusado de supostos crimes para “trama golpista”.
A reportagem recebeu a seguinte explicação de uma integrante da equipe de Poliana Landim, identificada como Camila: “As informações são públicas nos Estados Unidos. Se o senhor pesquisar, o senhor encontrará a informação”.