'Militância digital lulista'

Flávio questiona aporte milionário em ataques de ‘fantasmas’ nas redes

Senador rival de Lula quer saber origem do dinheiro que banca ataques a ele e ao governador Tarcísio

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Senador Flávio Bolsonaro (PL) - (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou, neste domingo (28), uma investigação para identificar a origem de mais de R$ 1,1 milhão para financiar ataques de “páginas fantasmas” nas redes sociais à sua pré-candidatura a presidente da República e ao projeto de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).

Flávio se refere à revelação do jornal O Globo de que sete páginas no Facebook e no Instagram fizeram o investimento milionário no impulsionamento de publicações contra ele e o governador paulista, nos últimos dois meses, através de perfis sem responsáveis identificados e com menos de 400 seguidores cada.

“Quanto mais a gente sobe nas pesquisas, mais a militância digital lulista intensifica os ataques. É preciso investigar de onde veio o dinheiro que financia essa campanha, se há patrocinadores no Brasil ou no exterior e se existe alguma ligação com o vereador lulista preso na última semana. Será?”, reagiu Flávio Bolsonaro.

O senador fez referência ao vereador paulistano Senival Moura (PT), que foi preso na quinta-feira (25), por suspeita de integrar um esquema que lavou mais de R$ 300 milhões para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), somente em 2025.

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Divulgação / @FlavioBolsonaro

Tática dos ataques

A investida nas redes para desgastar Flávio e Tarcísio coincidiu com o momento em que o senador ampliava sua competitividade na disputa contra a reeleição de Lula e foi exposto por cobrar ao dono do liquidado Banco Master, Daniel Vorcaro, um patrocínio milionário para o filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As principais páginas citadas como “fantasmas” são Radar do Planalto, que investiu R$ 373,8 mil, tendo 388 seguidores; Dossier Brasil 24h (R$ 296,5 mil e 230 seguidores); O Contra-fluxo (R$ 220,1 mil e 115 seguidores). Juntas, elas somaram mais de meio milhão de investimento nos ataques. E atingiram entre 300 mil a 350 mil impressões, com uma só postagem contra Flávio, em anúncio impulsionado entre os dias 2 e 8 de maio, com audiência concentrada em São Paulo (53%) e Minas Gerais (46%).

As outras páginas píficas que impulsionaram ataques são Panorama Brasil (R$ 78,3 mil); Olho no Erro (R$ 65,9 mil); Contra a Maré (R$ 54,1 mil), e Lente Escura (R$ 48,9 mil).

Os perfis uniformizaram suas estratégias de produzir e difundir os ataques, para romper restrições dos algoritmos, com centenas de postagens de baixo custo, para ampliar chances de manter conteúdos ativos, em caso de remoções de parte deles. Além disso, usaram legendas que disfarçaram o teor político, para fugir do risco de censura dos ataques a Flávio e a Tarcísio.

Outra evidência destacada pela reportagem de O Globo sobre a tática de ataques conjuntos digitais é o fato de que as páginas “fantasmas” Radar do Planalto, Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo já estão fora do ar, evidenciando a tentativa de evitar o rastreamento dos responsáveis. As outras quatro páginas foram criadas dias depois da extinção das primeiras, impulsionando anúncios contra Flávio e Tarcísio. E, no caso da Panorama Brasil, houve divulgação impulsionada de vídeos elogiosos a Lula e ao adversário de Tarcísio, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).