Ousadia em Mossoró

Flávio critica terrorismo em ataque a vereador do PL com assessor fuzilado

Vereador Cabo Deyvison foi baleado e viu assessor morrer em atentado durante live em UPA de Mossoró

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Vereador Cabo Deyvison (PL) foi ferido nas pernas e teve assessor fuzilado diante de UPA, em Mossoró (RN). (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lamentou nesta terça-feira (16) o atentado com uso de fuzil contra o vereador de Morroró (RN), Cabo Deyvison (PL), na noite de ontem (15). O ataque direcionado ao bolsonarista potiguar foi criticado por Flávio como um ato de narcoterrorismo. E resultou no assassinato de seu assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, que morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), diante da qual ele filmava o vereador no bairro Alto de São Manoel, em live transmitida pelas redes sociais.

Deyvison foi atingido nas pernas e foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia. O vereador prometeu honrar a morte de seu assessor e amigo, combatendo facções e o que chamou de terroristas ligados a políticos no “narcoestado”. E as autoridades policiais confirmaram que os disparos foram feitos com armamento de uso restrito, após encontrarem no local do crime um carregador de munição calibre 5.56, utilizada em fuzis.

Flávio considerou o atentado um choque, mas avaliou que, infelizmente, não chega a ser uma surpresa, porque quem enfrenta facções narcoterroristas se torna alvo no Brasil de hoje. E solidarizou-se com o vereador, e com amigos e familiares do assessor Allysson Diego.

“Pagou com a própria vida por estar ao lado de alguém que não se cala diante do crime. Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo. O uso de um fuzil calibre 5.56, uma arma de guerra, em plena luz do dia, revela o nível de ousadia e o poder de fogo dessas organizações”, disse Flávio, sobre o crime praticado por volta das 22h de ontem.

O senador que polariza a disputa contra a reeleição do presidente Lula (PT) reforçou que o caso não se trata de simples quadrilhas, mas de facções que operam com estrutura militar, dominam territórios e executam ataques planejados.

“É por isso que a classificação dessas organizações como terroristas é uma necessidade urgente. Enquanto o Estado insistir em tratá-las como um problema comum de segurança pública, elas continuarão agindo como exércitos paralelos, intimidando, aterrorizando e assassinando quem ousa enfrentá-las”, concluiu Flávio, em referência à decisão dos Estados Unidos de designar como terroristas as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

A principal linha de investigação indica relação do atentado com denúncias do vereador contra a atuação de facções criminosas em Mossoró. E o delegado Renato Oliveira classificou o ataque como bárbaro e que arriscou as vidas de pacientes, profissionais da UPA e acompanhantes. “É uma atitude extremamente violenta e criminosa que precisa de uma resposta”, declarou ao G1.

Veja o momento do atentado: