'R$10 bi debaixo do nariz'

Flávio acusa Lula de arrumar desculpas para não enfrentar facções

Senador do PL critica presidente por chamar de "ingerência americana" a sanção dos EUA a criminosos do PCC

acessibilidade:
Pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente Lula (PT), nesta sexta-feira (3), de arrumar desculpas para facções e relativizar o crime organizado, diante das sanções dos Estados Unidos (EUA) contra brasileiros acusados de lavar mais de R$ 10 bilhões do tráfico de drogas.

Ao comentar a Operação Exchange, deflagrada hoje contra investigados que foram alvos das sanções americanas, o pré-candidato do PL à Presidência da República ressaltou que a lavagem bilionária de dinheiro pela facção PCC foi operada sem reação alguma do governo de Lula. E evidenciou o atraso da reação da PF contra o sistema sofisticado de movimentação de dinheiro sujo do narcotráfico no Brasil.

“R$ 10 bilhões do tráfico lavados debaixo do nariz de um governo que chamou o combate ao PCC de ‘ingerência americana’. Enquanto os EUA sancionam suspeitos de ligação com a facção, aqui ainda tem gente relativizando o crime organizado em nome de uma falsa soberania. O Brasil precisa de quem enfrenta as facções, não de quem arruma desculpas para elas”, escreveu Flávio, nas redes sociais.

Ontem, o senador acusou Lula de fazer lobby a favor das facções PCC e do Comando Vermelho para que os EUA não as classificasse como terroristas. “Eu sou o oposto do Lula. Eu luto contra os narcoterroristas”, afirmou.

Dois dias depois de os EUA anunciarem a sanção a brasileiros ligados ao PCC, mais de 50 policiais federais foram às ruas para cumprir 11 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão contra sancionados, na Operação Exchange, autorizada pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Sete pessoas foram detidas pela PF, até o início da tarde desta sexta. E também foi ordenado sequestro judicial de bens, valores e criptoativos dos investigados, até o montante total de R$ 10,4 bilhões.

O Diário do Poder enviou à Secretaria de Comunicação da Presidência da República um pedido pelo posicionamento do presidente Lula sobre as acusações. E publicará eventual resposta.