Transparência como estratégia

Bolsonaro envia extratos bancários ao STF, após quebra de sigilo

Gesto ocorre após o ministro Alexandre de Moraes mandar investigar movimentações financeiras do ex-presidente e da primeira-dama

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com seu ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid. (Foto: Alan dos Santos/PR/Arquivo)

Em uma estratégia de defesa para sinalizar que nada tem a esconder e colabora com a investigação, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) todos os seus extratos bancários relativos aos quatro anos em que governou o Brasil. A entrega foi feita ontem (24), conforme seu advogado Paulo Cunha Bueno informou à CNN Brasil, nesta sexta-feira (25).

A exposição das movimentações bancárias foi feita uma semana após o ministro Alexandre de Moraes decidir quebrar os sigilos bancário e fiscal do ex-presidente e da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro.

Segundo sua defesa, a iniciativa afastaria “a necessidade de se movimentar a máquina pública para apurar os dados bancários em questão”, diz um trecho do documento enviado ao STF, em que a defesa pede que seja decretado sigilo sobre as informações.

A quebra de sigilos de Bolsonaro e Michelle resulta do avanço das investigações do caso das joias presenteadas à Presidência da República. E visa identificar se houve recebimento de dinheiro resultante das vendas dos presentes de alto valor.

Segundo o documento  divulgado pela CNN Brasil, defesa do ex-presidente destacou que Bolsonaro  “sempre se manteve fiel aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade, pilares constitucionais que pavimentam a administração pública”, ao longo de seu governo.

 

 

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