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votação do relatório

CPI aprova pedido de afastamento de Bolsonaro das redes sociais

Última sessão da comissão vota relatório do senador Renan Calheiros

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Última sessão da CPI vota relatório final de Calheiros. Foto: Edilson Rodrigues Agência Senado

A última sessão da CPI da Pandemia, do Senado Federal, foi iniciada às 10h30 desta terça-feira (26) para votar a redação final do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

A primeira ação do colegiado foi a aprovação do requerimento para o afastamento do presidente Jair Bolsonaro das redes sociais, devido sua última live na quinta-feira (21), na qual sugeriu que vacinas contra a Covid-19 poderiam provocar HIV nos pacientes.

Votos em separado

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) foi um dos responsáveis por promover um abaixo-assinado para a abertura da comissão de inquérito. Ele inicia o seu discurso dizendo que a CPI não cumpriu o seu papel.

“O senhor [presidente da comissão, Omar Aziz] disse que tentou trazer governadores e que a CPI cumpriu o seu papel e me permita discordar. A CPI deixou a desejar. Nós deveríamos ter alternativa, chamar secretários, empresas que fraudaram. Faltou coragem para a CPI fazer o seu trabalho”, diz.

Girão prossegue informando que a formação da cúpula não atendeu aos princípios básicos de legalidade a qual deveria estar enquadrada.

“Houve explícita tentativa de parte da comissão uma postura politiqueira de tentar adiantar o calendário eleitoral de 2022. A CPI elegeu o relator com flagrante conflito de interesse, pois seu filho é governador investigado no consórcio nordeste”, diz Eduardo sobre Renan.

Marcos Rogério (DEM-RO) é o segundo senador a apresentar seu voto em separado. Em seu discurso, Marcos diz que a CPI errou em considerar o Sistema Único de Saúde como competência exclusiva de Jair Bolsonaro.

“Falhou ao considerar o governo federal como o único responsável pelo serviço de saúde, negando a descentralização, regionalização da saúde”, diz.

O governista ainda acrescentou que o STF concedeu aos governos estaduais, distrital e municipais a decisão sobre as medidas de restrição e controle da pandemia, como uso de máscaras, isolamento social e abertura do comércio.

O terceiro e último a apresentar seu voto em separado é o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) também apresenta um relatório alternativo, como os dois colegas, e afirma que é “solidário” às vítimas e que o governo federal “apresentou alternativas” por meio das vacinas.

“O governo não hesitou em procurar alternativas”, diz Heinze, que complementa o discurso citando a criação de imunizantes nacionais, bem como a importação de vacinas de países parceiros.

Os três parlamentares que apresentaram relatórios alternativos, foram contrários ao documento apresentado pelo relator da CPI, o senador Renan Calheiros.

 

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