Proteção irregular?

Conselho nega acusação sobre governador retirar segurança da ex

Colegiado diz que ex-primeira-dama deve justificar necessidade de proteção e que perdeu direito à segurança após separação

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Marina Cintra é ex-esposa do governador Paulo Dantas e mantinha segurança sem ter direito, segundo Conseg. (Foto: Arquivo/Reprodução/Instagram)

O Conselho Estadual de Segurança Pública do Estado de Alagoas (Conseg) sugeriu que o Estado manteve segurança individual de forma irregular, ao rebater, nesta quarta-feira (26), a denúncia de que a ex-primeira-dama de Alagoas, Marina Cintra, sobre ter perdido a proteção que recebia do Estado por ordem do governador e seu ex-marido Paulo Dantas (MDB).

O órgão colegiado responsável por avaliar proteção do Estado a alagoanos em risco de morte ainda também negou que a segurança pessoal da ex-mulher do governador fosse concedida com autorização do Conseg, desde 2006, como informado pela defesa de Marina. O que evidenciou que a proteção individualizada perdida nesta semana pela ex-primeira-dama seria irregular, ao menos desde a separação do casal, em junho de 2024.

O caso foi revelado pela advogada da ex-primeira-dama, Luana Amaral, que é tia do governador e detalhou que a segurança pessoal havia sido concedida pelo Conseg, desde 2006, para a ex-primeira-dama, para Paulo Dantas, que na época era prefeito de Batalha (AL), e para o irmão de Marina e atual prefeito de Major Isidoro (AL), Theobaldo Cintra (MDB).

A proteção seria motivada pelos históricos embates mortais entre as famílias Dantas e Boiadeiro, no Sertão de Alagoas, segundo a defesa de Marina. E sua revogação foi denunciada como resultado da declaração de apoio político da ex-primeira-dama ao prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o “JHC” (PL), para o governo, contra o candidato de Dantas, o senador Renan Filho (MDB), que é ministro dos Transportes do governo de Lula (PT).

Ex-primeira-dama Marina Cintra recebia proteção do Estado desde 2006 por causa de uma rixa entre clãs do Sertão de Alagoas (Foto: Reprodução/Instagram/@marinatcintra)

‘Ser ex não dá direito’

Mas a nota do Conseg confronta a versão de Marina Contra, ao relatar que até chegou a conceder, em 2017, a segurança individualizada ao então deputado estadual Paulo Dantas, estendida à sua então esposa, Marina, e seus familiares. E a posse como governador-tampão, em abril de 2022, levou esta proteção a ser tratada diretamente pela Assessoria Militar do Governo de Alagoas.

O Conseg ainda esclarece que, após deixar o exercício da função de primeira-dama, Marina Cintra, como todas as demais ex-primeira-damas, deixou de possuir acompanhamento policial ofertado pelo Gabinete Militar.

“Deste modo, se por motivo outro entende a Sra. Marina Dantas ser merecedora de proteção estatal, é dever deste Conselho informar que a mesma não protocolou qualquer solicitação nesse sentido, apontando riscos reais, após o término do matrimônio e consequente não exercício de cargos no Estado. Por fim, mas não menos importante, cumpre esclarecer que o Sr. Governador de Estado não enviou qualquer solicitação de descontinuidade de proteção institucional destinada a Sra Marina Dantas”, concluiu a nota do Conseg.

O Diário do Poder pediu um posicionamento à advogada de Marina Cintra, e está à disposição para eventuais manifestações sobre o caso.

Leia a íntegra da nota no Instagram do Conseg:

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