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Cirurgia adia oitiva de deputado que ameaçou vice da CPMI do INSS

Edson Araújo teve o adiamento definido por avaliação da Junta Médica do Senado

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Deputado estadual Edson Araújo (PSB), do Maranhão. Foto: Reprodução/ALEMA

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PODE-MG), comunicou em suas redes sociais que remarcou o depoimento do deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA), por causa de uma cirurgia recente. O parlamentar que seria ouvido nesta segunda-feira (9) é acusado de ameaçar o vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr. (Republicanos-MA). E é investigado por uma movimentação milionária envolvendo entidades que ligadas ao roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS, no Maranhão.

“A Junta Médica do Senado decidiu que o senhor Edson Queiroz [sic] está em condições de prestar depoimento, mas não deve se deslocar até Brasília neste momento, em razão de cirurgia recente. Diante disso, a oitiva será remarcada para data oportuna, em estrito respeito à recomendação médica”, comunicou Carlos Vianna.

Edson Araújo passou a ser investigado, após a CPMI identificar que ele teria movimentado R$ 54 milhões, no intervalo de 30 dias. Além da suspeita de faturar R$ 5 milhões das entidades que representam trabalhadores do setor pesqueiro do Maranhão, entre 2023 e 2024.

O deputado estadual maranhense preside a Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Maranhão e é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura.

Carlos Viana confirmou o outro depoimento marcado para 16h de hoje, do empresário Paulo Camisotti, que é filho e sócio de Maurício Camisotti, que está preso por envolvimento nas fraudes em descontos associativos não autorizados, que roubavam dinheiro de benefícios previdenciários de brasileiros. O presidente da CPMI criticou o habeas corpus concedido pelo ministro Flávio Dino, que assegura o direito ao silêncio, sem afastar a convocação nem o dever de comparecimento.

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