OFENSIVA NO STF

Campanha de Flávio Bolsonaro exige que o STF puna vazamentos ilegais

Coordenação aciona o ministro André Mendonça para estancar o uso político de dados sigilosos e blindar a eleição de 2026

acessibilidade:
Pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador oficial da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), protocolou uma representação formal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo a imediata apuração do vazamento seletivo de mensagens protegidas por segredo de Justiça. 

O pedido foi direcionado ao ministro André Mendonça, relator do Inquérito 5026 na Suprema Corte.

A iniciativa da coordenação da campanha visa resguardar as garantias constitucionais do devido processo legal e a integridade do sistema de Justiça, diante da divulgação ilegal de conversas e áudios interceptados que envolvem Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. 

A defesa da legalidade fundamenta-se na necessidade de frear o uso político de informações sigilosas pertencentes aos arquivos judiciais do país.

Na petição encaminhada ao STF, Marinho solicita que as autoridades policiais e judiciais rastreiem rigorosamente a cadeia de custódia das informações, identificando onde o material estava armazenado e quais servidores públicos ou agentes da lei tiveram acesso aos dados com proteção de sigilo. 

O foco é punir com rigor a quebra de dever funcional e identificar se houve direcionamento na exposição das conversas, em um momento crucial de pré-campanha à Presidência da República.

Os diálogos em questão tratam da busca por recursos privados destinados ao financiamento do filme norte-americano Dark Horse, uma produção audiovisual voltada a relatar a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

O senador Flávio Bolsonaro explicou que os contatos comerciais e as tratativas com investidores (como o patrocínio ofertado por Vorcaro) iniciaram-se de maneira legítima no final de 2024. 

Ele esclareceu que os pagamentos efetuados se constituem estritamente como investimentos privados na produção cultural e não guardam nenhuma relação com fundos públicos ou atos ilícitos.

A coordenação da pré-campanha aponta que a exposição pública e fatiada desses arquivos, estimados em quase 7 terabytes de dados no caso Master, evidencia uma clara manobra de desgaste político direcionada a interferir no debate eleitoral de 2026. 

A cobrança levada ao STF reitera o compromisso com a lisura das instituições, sustentando que os direitos fundamentais do investigado não podem ser atropelados por vazamentos criminosos.