Brasileira ex-cunhada de porta-voz de Trump presa nos EUA será solta sob fiança
Bruna Ferreira foi detida no mês passado por autoridades de imigração e é mãe do sobrinho da porta-voz de Donald Trump, Karoline Leavitt.
A brasileira Bruna Ferreira, que estava detida por autoridades de imigração nos Estados Unidos desde o mês passado, teve sua liberdade sob fiança autorizada nesta segunda-feira (8) por uma juíza de imigração. A expectativa é que Bruna seja liberada nas próximas horas.
A notícia foi veiculada pelo jornal Washington Post. A juíza de imigração Cynthia Goodman determinou a soltura de Bruna mediante o pagamento do valor mais baixo possível de fiança, estipulado em US$ 1.500 (cerca de R$ 8.100).
O caso recebeu atenção pública tanto no Brasil quanto nos EUA devido ao parentesco da brasileira com Karoline Leavitt, a porta-voz do presidente Donald Trump. Bruna é ex-cunhada de Leavitt e mãe do sobrinho da secretária de Imprensa da Casa Branca, que também é madrinha da criança.
Bruna, que reside no país há quase três décadas, estava detida desde 12 de novembro, quando foi presa enquanto ia buscar seu filho na escola. Ela está reclusa no Centro de Processamento do ICE no Sul da Louisiana, na cidade de Basile.
O advogado Pomerleau declarou à CNN Brasil que esperam que ela “seja liberada até o final do dia ou amanhã de manhã”. Ele acrescentou que “o foco agora é que ela volte para o filho e a família”, indicando que Bruna não deverá se manifestar publicamente nos próximos dias.
O Washington Post noticiou que o advogado que representa o governo Trump no caso não apresentou oposição à decisão de soltura, concordando que Bruna não representa risco de fuga ou perigo à sociedade.
As autoridades do governo alegaram que Bruna Ferreira, que foi noiva de Michael Leavitt, irmão da secretária de Imprensa, e compartilha a guarda de um filho de 11 anos com ele, teria excedido o prazo de permanência no país em 1999 e também teria uma prisão anterior por agressão, o que é contestado por seu defensor.
Em declaração anterior, Pomerleau já havia rebatido as alegações, afirmando que a brasileira “não possui antecedentes criminais e não é uma ‘imigrante ilegal criminosa’”.