Alfredo critica STF por blindar Leila na CPMI: ‘Poderosa com bons amigos’
Relator da CPMI critica ministros que desobrigaram presidente da Crefisa a depor sobre consignados para aposentados e pensionistas
As decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que desobrigaram a presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, a depor na CPMI do INSS levaram o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) a considerar vergonhosa a “blindagem” que resultou no cancelamento do depoimento marcado para esta quarta-feira (18). Para Alfredo, o segundo habeas corpus obtido por Leila, desde a semana passada, demonstraria que ela seria uma das pessoas blindadas por serem amigas de poderosos incomodados com o avanço da investigação sobre o roubo bilionário a aposentados e pensionistas.
“Isso não é para qualquer um. Mas como ela é poderosa e tem bons amigos, teve direito a não depor como testemunha. Esse Brasil, desta forma, jamais irá para frente. Mesmo com todos esses obstáculos, nós vamos até o fim! Roubo de aposentados e de pensionista não tem perdão. Tem que devolver o dinheiro e respeitar o povo trabalhador do Brasil!”, reagiu Alfredo, nas suas redes sociais, no fim da noite de ontem.
Os requerimentos que pediram o depoimento de Leila Pereira justificam que a empresária precisa esclarecer operações de empréstimos consignados concedidos pela Crefisa a aposentados e pensionistas. A exemplo de possíveis pressões irregulares para a abertura de contas e para a contratação de produtos ou serviços, sem a devida informação, que parlamentares denunciam como possível prática abusiva.
O ministro Flávio Dino já havia desobrigado Leila Pereira a comparecer ao depoimento, inicialmente marcado para a semana passada. E, ontem, foi a vez do ministro Gilmar Mendes liberar a presidente da Crefisa a depor, hoje.
“A CPMI do INSS incomoda os poderosos. E os amigos dos poderosos ganham blindagem do governo e blindagem do STF. Dessa vez, a decisão veio de Gilmar Mendes, justamente quando a investigação começa a alcançar bancos e nomes poderosos como Leila Pereira”, protestou o relator da CPMI do INSS.