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Tribunal de Justiça

Youssef é denunciado por fraude em precatório no Maranhão

Pelo pagamento de propina para servidores públicos do estado

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O Ministério Público do Maranhão abriu denúncia contra Alberto Youssef e o ex-secretário da Casa Civil João Guilherme Abreu por envolvimento em fraude no pagamento de um precatório.

De acordo com a denúncia o doleiro ofertou propina a servidores públicos de R$ 3 milhões para que a construtora UTC/Constran “furasse” a fila de pagamento dos precatórios do Tribunal de Justiça do Maranhão e recebesse um título de dívida pública no valor de R$ 113,3 milhões.

Também foram denunciados Rafael Ângulo Lopez e Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, e Marco Antônio Ziegert. A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) chegou a ser apontada como suspeita de envolvimento no caso, mas não foi denunciada.

O acerto para pagamento foi feito por Youssef, Ziegert e Abreu, mas as entregas dos valores foram feitas por Ângulo e Adarico. Duas entregas foram feita diretamente por Ângulo a João Guilherme Abreu, no Palácio dos Leões. Ele também admitiu que transportava os maços de dinheiro presos ao corpo e em meiões de futebol, em uma dessas entregas ele e Adarico transportaram, cada um, R$ 300 mil em notas de R$ 100.

O MP quer ouvir 14 testemunhas, entre elas o dono da UTC Ricardo Pessoa, que teria pedido a Youssef para interceder no caso.

O doleiro foi preso pela Polícia Federal em uma das primeiras ações da Operação Lava Jato em março de 2014, quando estava no Maranhão acertando detalhes desses pagamentos. Ele chegou a entregar o dinheiro para Ziegert, que estava em outro quarto do mesmo hotel e conseguiu sair do local sem ser visto.

O processo chegou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pois envolvia Roseana Sarney, suspeita de negociar com o doleiro, mas ela renunciou em dezembro de 2014 e o processo foi enviado para o Tribunal de Justiça do Maranhão. E mesmo tendo seu nome citado, quando o MP relembrou que o inquérito teve início no STJ, a ex-governadora ficou fora da denúncia.