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Cunha ganha tempo

Votação sobre cassação de Cunha é adiada pela 4ª vez

Parecer preliminar pede continuação de investigação no colegiado

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O Conselho de Ética adiou pela quarta uma vez a votação do parecer preliminar do relator Fausto Pinato (PRB-SP) pela continuidade das investigações sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que podem levar a cassação de seu mandato. A sessão foi remarcada para quarta-feira, às 13h30.

O adiamento desta terça-feira, 8, ocorreu devido ao início da Ordem do Dia no plenário principal da Câmara, quando foram lidos os nomes dos indicados para compor a comissão especial do impeachment. No Conselho de Ética, há quase três semanas, aliados de Cunha têm usado manobras regimentais para tentar atrasar o andamento do processo no conselho.

Aliados próximos de Cunha entraram em ação mais uma vez hoje e chegaram a compará-lo a Tiradentes e Joana D’Arc alegando que estaria sendo injustiçado. Com críticas ao trabalho do relator, eles argumentaram que o parecer preliminar não se sustentava e defenderam a aprovação de um relatório alternativo com uma pena mais branda.

Um dos homens-forte de Cunha no conselho, o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) foi um dos que apresentaram questões de ordem, recurso regimental que serve também para protelar o andamento dos trabalhos. Ele também defendeu que se aguarde decisão do Supremo Tribunal Federal e da Mesa Diretora para se avaliar recurso apresentado pela defesa do deputado Eduardo Cunha – ele pediu a troca do relator de seu caso.

Alvo de investigação da Operação Lava Jato, Cunha é suspeito de quebra de decoro parlamentar por não ter declarado contas secretas no exterior e de ter mentido, em depoimento à CPI da Petrobras, sobre a existência delas. Ele nega ser o dono dos ativos e diz ter apenas o seu usufruto. Se o processo chegar ao plenário, Cunha pode ter o mandato cassado.

Manifestantes de movimentos estudantis exibiram cartazes durante a sessão com palavras de ordem contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, como “Não ao golpe” e “Natal sem Golpe e sem Cunha”, mas, a pedido de Araújo, guardaram as faixas.

Do lado de fora, um grupo ligado a trabalhadores sem-terra fez um ato na porta do plenário onde ocorria a sessão do Conselho de Ética gritando palavras de palavras de ordem contra Cunha. “Fora, Cunha! Fica, Dilma!”, diziam.

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