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Perpétua ou morte?

Tsarnaev é condenado por atentado em maratona

Tsarnaev explodiu bombas durante a maratona de Boston em 2013

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Dzhokar Tsarnaev foi considerado culpado pelo atentado terrorista durante a maratona de Boston em 2013, deixando três mortos, 17 pessoas mutiladas e outras 240 feridas. Após dois dias de discussão, um júri federal chegou ao veredicto, mas ainda vai decidir se vai sentenciá-lo à prisão perpétua ou à pena de morte, que no estado de Massachusetts não é aplicada nos casos onde o acusado confessa a culpa e não dá prosseguimento ao julgamento.

A discussão vai além, pois Tsarnaev não assumiu a culpa e há uma decisão da justiça estadual de 1984 que considerou inconstitucional aplicar pena de morte nos casos onde o acusado opta pelo julgamento. Entretanto, a Suprema Corte americana julgou em 2008 que a injeção letal não configura punição cruel ou incomum, o que pode levar Tsarnaev à morte.

Julgamento

Com um tribunal lotado de vítimas e parentes, acusação e defesa travaram uma batalha para definir o grau de participação de Dzhokar no atentado. A defesa não negou o envolvimento dele no ato, mas tentava vender a imagem de um adolescente influenciado pelo irmão mais velho, Tamerlan Tsarnaev, morto pela polícia durante a perseguição. Já a promotoria considerou Dzhokar como coautor e que, repetidas vezes, teve a chance de desistir, mas não o fez.

Promotor fala aos jurados durante julgamento de Dzhokar Tsarnaev

A defesa utilizou quatro testemunhas para amenizar a situação de Dzhokar e colocar a maior parte da culpa no irmão morto. Os depoimentos levaram cerca de cinco horas e uma condenação à prisão perpétua já será considerada uma vitória. Em contrapartida, os promotores chamaram 92 pessoas para testemunhar durante 15 dias e usaram mensagens jihadistas de Dzhokar para não deixar dúvidas sobre a participação decisiva dele. "Essas foram escolhas deliberadas, essas foram escolhas políticas", dizia.

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