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"Caça às bruxas"

Rússia nega ter informações comprometedoras sobre Trump

Imprensa estadunidense afirma chefes de inteligência fizeram alerta

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O governo russo refutou as notícias de que Moscou obteve dados comprometedores sobre o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para poder chantageá-lo. As informações foram divulgadas pela rede CNN na noite de ontem, 10. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, elas são “absolutamente falsas” e “fabricadas” por aqueles que têm interesse em “prejudicar as relações bilaterais” entre Rússia e EUA.

De acordo com a imprensa norte americana, chefes das agências de inteligência dos EUA informaram na semana passada ao presidente eleito e também ao presidente Barack Obama que espiões russos acreditam ter dados pessoais e financeiros comprometedores contra Trump.

O próprio republicano usou o Twitter ainda ontem para afirmar que as notícias são falsas e “uma caça às bruxas total” – fala que foi ressaltada pelo porta-voz russo: “Há quem instigue esta histeria para sustentar essa caça às bruxas. A propósito, o próprio presidente Trump definiu essa mentira como a continuação da caça às bruxas”.

Segundo a imprensa dos Estados Unidos, os chefes de inteligência decidiram incluir a sinopse para demonstrar que a Rússia compilou informações potencialmente prejudiciais aos dois partidos, mas só divulgou informações contra Hillary Clinton e os democratas.

Peskov acrescentou que o governo Obama quer fazer com que “as relações bilaterais sigam pela via da degradação, para que ninguém possa refletir se isso corresponde com os interesses dos dois países e da comunidade internacional”.

“O Kremlin não se dedica a reunir informações comprometedoras”, insistiu o porta-voz ao assegurar que Moscou também não dispõe de dados que possam causar prejuízo a Hillary Clinton.

Além da CNN, os jornais “The Washington Post” e “The New York Times”, fizeram referência na terça-feira a um suposto relatório das agências americanas de inteligência.

As informações em poder da Rússia incluiriam provas recolhidas pelos serviços de inteligência russos sobre uma suposta “perversão sexual” de Trump em um hotel de Moscou.

O relatório também detalharia que as autoridades russas ofereceram a Trump negócios imobiliários relacionados especialmente com a Copa do Mundo de 2018, embora o presidente eleito tenha rejeitado. O que Trump e seus assessores teriam de fato aceitado, segundo a imprensa, foram as informações sobre os democratas e Hillary Clinton, que a inteligência russa teria obtido através de ciberataques.

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