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Corrupção olímpica

‘Rei Arthur’ fica na difusão vermelha da Interpol por cinco anos

Empresário teve a prisão decretada na Operação Unfair Play

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O delegado da Polícia Federal Carlos Henrique Oliveira de Sousa informou ao juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal, do Rio, que o empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, o ‘Rei Arthur’, está na difusão vermelha da Interpol (Polícia Internacional). A comunicação a Bretas foi enviada em 29 de setembro. O ‘Rei Arthur’ teve a prisão decretada pelo magistrado na Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato que investiga a compra de votos para a escolha do Rio como sede olímpica.

“Sirvo-me do presente para informar a Vossa Excelência que foi publicada em 1.º de setembro de 2017 a Difusão Vermelha (busca internacional) em desfavor de Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, com prazo de validade de 5 anos”, afirmou o delegado.

“Assim sendo solicitamos que nos seja informado se houver a prisão do procurado no Brasil e no caso de recolhimento do mandado de prisão, a fim de evitar uma prisão indevida no exterior.”

O empresário é considerado foragido. Ele foi alvo da primeira fase da Unfair Play, em 5 de setembro.

O ‘Rei Arthur’ é alvo de duas denúncias da força-tarefa da Operação Lava Jato, no Rio. A primeira o acusa pelos crimes de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa. Segundo o Ministério Público Federal, o ‘Rei Arthur, em troca de vantagens na celebração de contratos com suas empresas, efetuou pagamentos de vantagens.

Na segunda denúncia, Arthur é acusado de organização criminosa. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o grupo do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) comprou o voto do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo Lamine Diack por US$ 2 milhões, por meio de seu filho Papa Diack. O pagamento teria sido feito por meio da empresa Matlock Capital Group, do ‘Rei Arthur’.

A defesa do ‘Rei Arthur’ não foi localizada. O espaço está aberto para manifestação. (AE)