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Para bancar Dilma

Prestes a deixar cadeia, Costa ligou Palocci ao Petrolão

Ex-diretor confirma pedido de grana do Petrolão para campanha de Dilma

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O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa deve sair ainda nesta segunda-feira da prisão, no Paraná. Segundo revelações da revista Veja, Costa afirmou ao Ministério Público e à Polícia Federal que o então ministro da Fazenda do governo Lula, Antonio Palocci, lhe pediu R$ 2 milhões para a campanha de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, também estaria envolvido no esquema. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a Polícia Federal encontrou em computadores de pessoas ligadas ao doleiro Alberto Youssef mensagens que apontam para a participação do tesoureiro como mediador de contatos entre operadores do doleiro e o fundo de pensão dos empregados da Petrobras, o Petros.

Youssef e Roberto Costa são dois dos principais acusados de operarem um esquema de desvio de dinheiro que, segundo a Polícia Federal, movimentou ilegalmente R$ 10 bilhões. Ambos foram pegos na Operação Lava Jato e estão presos no Paraná.

A saída de Costa neste momento demonstra que as informações de sua delação premiada se confirmam até este momento.

A CPMI da Petrobras recebeu na manhã de hoje dois requerimentos da oposição para a convocação de Palocci e Vaccari Neto. Os requerimentos ainda não têm data para serem analisados. A próxima reunião da CPI mista é dia 8 de outubro, após o primeiro turno das eleições, para oitiva de Meire Poza, contadora de Youssef. 

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