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Operação Eficiência

Preso nesta segunda-feira, Eike confirma que não tem curso superior

Empresário, investigado na Lava Jato, deve ficar em cela comum

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O empresário Eike Batista confirmou que não tem ensino superior completo e que fez apenas dois anos do curso de engenharia na Universidade de Aachen e "saiu para trabalhar, para ganhar dinheiro". Sem diploma, o ex-bilionário deve ficar preso em uma cela comum.

Eike foi preso na manhã desta segunda-feira, 30, após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão de um voo vindo de Nova York. Ele teve ordem de prisão preventiva decretada na última quinta-feira, 26, na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, e estava foragido desde então. O empresário é acusado de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Eike e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, teriam pago US$ 16,5 milhões a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Os três também são suspeitos de terem obstruído as investigações.

Defesa

O advogado de Eike Batista, Fernando Martins, disse nesta segunda-feira que discutiria com agentes da polícia e do Ministério Público Federal sobre quando o empresário deve prestar depoimento.

Martins informou que ainda não conversou com Eike após sua prisão e que a estratégia de defesa ainda não foi definida. “A gente não conseguiu traçar a linha de defesa. Vamos aguardar para conversar com o cliente e aí a gente posiciona melhor a linha de defesa. Estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis no sentido de preservar sua integridade física. Este é nosso primeiro objetivo”, afirmou.

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