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Equador

Número de mortos em terremoto aumenta para 233

Epicentro ocorreu próximo à cidade de Muisne, a 170 km de Quito

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Subiu para 233 o número de mortos após terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter registrado na costa do Equador, em uma região próxima à cidade de Muisne, no noroeste do país, neste sábado (16). Pelo menos 588 ficaram feridas.

O vice-presidente do país, Jorge Glas, em pronunciamento aos meios de comunicação, ressaltou que o número de mortos poderia aumentar devido aos danos gerados na área do epicentro. “Não há alerta de tsunami, mas um alerta preventivo em alguns lugares da costa por causa da possível subida da maré”, afirmou.

Ele disse que a situação é particularmente "complexa" no balneário litorâneo de Pedernales, na zona do epicentro, aonde as equipes de resgate e ajuda tiveram dificuldade de chegar.

De acordo com o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, o terremoto gerou ondas perigosas nas costas do Equador e da Colômbia. Na capital, o tremor foi sentido por cerca de 40 segundos e as pessoas deixaram os prédios e foram às ruas com medo. Casas foram destelhadas, vários bairros ficaram sem energia elétrica nem cobertura de celular.

O terremoto, o mais forte ocorrido no país desde 1979, foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla original).

A presidência do Equador informou ainda que o governo disponibilizou 3 mil cestas básicas, 7,6 mil colchões e cobertores, 10 mil garrafas de água às famílias afetadas.

Jorge Glas, há 241 médicos e paramédicos membros da Cruz Vermelha trabalhando no atendimento às vítimas. Segundo ele, 4.600 policiais e 10 mil membros das forças armadas foram mobilizados e US$ 300 milhões (mais de um R$ 1 bilhão) foram destinados para a emergência.

O governo equatoriano decretou estado de emergência "para manter a ordem" nas províncias de Esmeraldas, Lor Ríos, Manabí, Santa Elena, Guayas e Santo Domingo.