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MPF investiga declarações gravadas de Estevão que comprometem Argello

Gravações foram feitas pela deputada Liliane Roriz, em 2015

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O Ministério Público Federal investiga, no âmbito da Operação Lava Jato, afirmações freitas pelo ex-senador Luiz Estevão (DF) e gravadas pela deputada distrital Liliane Roriz, sobre captação ilegal de recursos para a campanha rorizista e o empresário se diz o único “bandido diplomado” de Brasília.

Estevão diz que, em Brasília, “de cada 100 caras, 90 são bandidos”. “Vivem de bandidagem, putaria e sacanagem. Vivem roubando, tomando dinheiro, cobrando comissão, entendeu? Fazendo negócio fajuto com o governo local, com o governo federal. Agora, o que acontece? Todo mundo é santo. A cidade só tem um bandido que é conhecido, com diploma pregado na parede. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Diga, pode falar o que o seu sorriso tá dizendo”, disse Luiz Estevão à deputada Liliane Roriz. “O seu sorriso tá dizendo. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Pode dizer, quem é? É Luiz Estevão”, afirmou o ex-senador.

As gravações foram enviadas à Lava Jato por envolver a fase Vitória de Pirro, em que o ex-senador Gim Argello (PTB) foi preso, juntamente com Valério Neves, então secretário-geral da Câmara Legislativa do DF. Gim continua preso e Neves responde em liberdade.

Nos áudios, Estevão conversa com Liliane sobre Gim. "Você, nessas eleições, não precisou tirar dinheiro do seu bolso. Foi uma situação que não se repete. Você não terá um Gim Argello, vice-presidente de uma comissão que investiga a Petrobras, em que as empreiteiras pagariam qualquer preço para não serem convocadas.

Neste momento da conversa, entrou em cena um segundo personagem grampeado por Liliane dentro de sua casa no Lago Sul: o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa Valério Neves. Depois da explanação de Luiz Estevão sobre o papel de Gim Argello na última campanha, Valério afirma: “Parte do negócio”. E Luiz Estevão confirma: “Parte do negócio”.

O grupo também comenta a formação atual da Câmara Legislativa, e atribui o nome de "bancada da fatura" a um grupo de três distritais: Leonardo Prudente (PMDB), Robério Negreiros (PMDB) e Cristiano Araújo (PSD).

Estevão: Aí, você pega a bancada da fatura. São mais três…

Liliane: A bancada da fatura é Leonardo Prudente, Robério…

Estevão: E o…

Liliane, Estevão e Valério: O Cristiano.

Leonardo Prudente não é mais deputado. Quem assumiu no lugar dele foi o filho, Rafael Prudente, atual corregedor da CLDF.