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Kirchner instala censura na Argentina com aval da Justiça

Lei da Mídia foi considerada legal pela corte suprema da Argentina

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O conglomerado Clarín recebeu notificação do governo da Argentina com a decisão da Corte Suprema de Justiça do país confirmando a constitucionalidade da Lei da Mídia. A decisão foi amplamente comemorada pelo governo de Cristina Kirchner que tem o grupo Clarín como seu pior opositor.

Com a decisão pela validade da Lei, não só as concessões, mas vários dos bens considerados ?imprescindíveis? para o exercício das atividades serão confiscados.

O diretor da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA), Martín Sabbatella, disse que o Clarín perdeu o prazo para apresentar um ?plano de adequação voluntário? e agora está sujeito à decisão do governo. Trocando em miúdos, o governo de Cristina Kirchner vai decidir quais empresas do grupo serão vendidas e, pasmem, para quem serão vendidos.

O Clarín deve perder 60% das concessões que possui atualmente. Sabbatella disse que o processo de adequação deve durar pelo menos seis meses. Para o Clarín, a medida é ?abertamente ilegal? e, na prática, “permite que o governo escolha, por exemplo, os meios que mais o perturba a fim de silenciá-los”.