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Ato da Ajufe

Juizes federais vão ao Supremo pedir atitude contra "ofensiva parlamentar"

Ressaltam que parlamentares querem 'reprimir o sistema de Justiça'

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Um dia após a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, receber senadores da Comissão Extrateto em seu gabinete, as principais associações que representam os magistrados brasileiros foram à Corte para denunciar o que chamaram de uma ofensiva de parlamentares para “reprimir o sistema de Justiça”.

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), João Ricardo Costa, e da Associação Nacional da Justiça do Trabalho (Anamatra), Germano Silveira da Siqueira, se reuniram com Cármen Lúcia no início da tarde de hoje (17) para pedir que a presidente do STF  "nos ajude a nos posicionar em relação a esse momento grave que nós vivemos no Parlamento”, disse Costa.

“Já não é uma desconfiança, é uma certeza de que alguns parlamentares infelizmente estão tentando reprimir o sistema de Justiça que hoje está fazendo as investigações mais importantes do país”, afirmou o magistrado ao sair do encontro.

Entre as iniciativas que foram debatidas, está o projeto de lei sobre abuso de autoridade, que tramita no Senado, e a previsão de que juízes possam ser imputados por crimes de responsabilidade, proposta que constou no projeto de lei sobre medidas anticorrupção a ser votado em breve na Câmara, foi retirada do texto, mas deve ser reincluída pelo relator Onyx Lorenzoni  (DEM-RS) por pressão dos deputados. 

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