Na Rússia

Greenpeace vai à Justiça contra prisões de ativistas

Eles foram acusados pela Justiça do país de pirataria

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A ONG Greenpeace informou nesta sexta-feira (27) que vai recorrer na Justiça de multas aplicadas a 30 ativistas da organização ecologista internacional. Eles foram acusados na Rússia de cometerem o crime de pirataria após uma ação de protesto contra uma plataforma russa no Ártico. “Faremos o possível para recorrer de cada infração processual, de cada violação do direito internacional que, segundo a Constituição russa é de cumprimento obrigatório no território russo”, afirmou Antón Benislavski um dos coordenadores da Greenpeace Rússia.

Os ativistas do Greenpeace tiveram prisão decretada por tentar escalar uma plataforma do setor do gás Gazprom no Mar de Barents. Dos 30, 22 permanecerão em prisão preventiva por dois meses, quando o caso será investigado. A Corte decidiu ainda manter em prisão preventiva por 72 horas os demais ativistas da organização ecologica.

“É a primeira vez que vejo piratas a guardarem de maneira tão descarada provas sobre as suas próprias ações”, disse Benislavski sobre o caso. “Este é o ato hostil mais agressivo, neste caso por parte da Rússia, contra a Greenpeace desde a explosão do Rainbow Warrior”, completou.