Mais Lidas

Pirou de vez?

Dilma critica ataques a terroristas que decapitam vítimas

Para ela, a coalização internacional deveria 'dialogar' com os facínoras

acessibilidade:

A presidente Dilma Rousseff provocou perplexidade, nesta terça-feira, ao condenar em Nova York os ataques aéreos que objetivam desmantelar a organização terrorista Estado Islâmico (EI), que promove genocídio em aldeias e cidades sírios, sequestra e promove decapitação de suas vítimas indefesas. Os ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos também objetivam combater células da rede terrorista al-Qaeda. Dilma defende “diálogo” com os terroristas.

Dilma afirmou o Brasil “repudia agressões militares”, porque elas podem colher resultados imediatos, mas trazem consequências deletérias para países e regiões no médio e longo prazos. A presidente citou Iraque, Líbia e Faixa de Gaza como exemplos recentes da falta de eficácia deste tipo de política.

? Lamento enormemente isso (ataques aéreos na Síria contra o EI). O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência. Perda de vidas humanas dos dois lados, agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas depois causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza.

O pior é que a presidente antecipou que deixará clara a posição do Brasil para a comunidade internacional na quarta-feira, no discurso de abertura da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Ela falará antes do presidente dos EUA, Barack Obama, que, em busca de legitimidade e reforço à coalizão, vai pedir a união dos países no combate à nova ameaça terrorista representada pelo EI. Obama também presidirá reunião do Conselho de Segurança da ONU que discutirá ações multilaterais contra a organização, que já controla vastos territórios no Iraque e na Síria.

Reportar Erro