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Prisão de Marin

Del Nero diz que contratos investigados são de gestões anteriores

Ele afirma que os contratos suspeitos são anteriores a Marin

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O presidente da CBF, Marco Polo del Nero, lamentou nesta quarta-feira (27) a prisão do antecessor José Maria Marin, na Suíça, a pedido da justiça dos Estados Unidos, sob a acusação de corrupção e outros crimes na Fifa, junto com mais seis dirigentes.

Del Nero afirmou que os problemas seriam "de gestões anteriores", ao deixar uma reunião da Conmebol, em Zurique, e que soube da prisão do ex-presidente da CBF pela esposa de Marin.

– Foram contratos firmados antes da administração do Marin. Não tem nenhum contrato firmado depois… Temos que analisar, como que vou saber? Tem que ver a conduta… Não tenho a menor ideia… Lógico que não é uma coisa boa, é péssimo para a entidade. Mas temos que saber o que se passa – disse o presidente da CBF.

Além do ex-presidente da CBF, a CBF foi citada especificamente na nota divulgada sobre a investigação sobre pagamento de suborno por uma grande marca esportiva americana (provavelmente a Nike, fornecedora da entidade desde os anos 90) e também pagamentos em relação a contratos da Copa do Brasil.

Abaixo, o trecho em que a CBF é citada no relatório americano:

"Duas gerações de dirigentes de futebol abusaram de suas posições de confiança para ganho pessoal, frequentemente através de aliança com executivos de marketing inescrupulosos que barraram competidores e mantiveram contratos lucrativos para si mesmos através do pagamento sistemático de propinas. Os dirigentes são acusados de conspiração para solicitar e receber mais de US$ 150 milhões (cerca de R$ 400 milhões) em subornos em troca do apoio oficial dos executivos de marketing que concordaram com pagamentos ilegais"

A maior parte dos esquemas alegados no indiciamento se relacionam a solicitação e recebimento de subornos por dirigentes de futebol pagos por executivos de marketing esportivo em conexão com a comercialização de direitos de mídia e marketing de diversas partidas e torneios – incluídas aí eliminatórias da Copa do Mundo na região da CONCACAF, a Copa de Ouro da CONCACAF, a Liga dos Campões da CONCACAF, a Copa América Centenário, a Copa América, a Copa Libertadores e a Copa do Brasil – que é organizada pela CBF. Outros esquemas alegados se relacionam com o pagamento de suborno em relação ao patrocínio da CBF por uma grande marca esportiva americana, a escolha da sede da Copa de 2010 e a eleição presidencial da FIFA em 2011."