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Cortes na defesa

Cortes do ‘ajuste’ atingem até 25% dos gastos da Defesa

Jaques Wagner não teve força para impedir corte de 25% na Defesa

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Os dias andam agitados nos comandos militares em Brasília. É tempo de enxugar o orçamento – e o que se sabe é que haverá cortes de 24,8% no valor fixado originalmente na Lei Orçamentária Anual, que era de R$ 22,6 bilhões. Na prática, significa redução para R$ 17 bilhões e o contingenciamento, uma espécie de congelamento, de R$ 5,6 bilhões que podem vir a ser liberados se houver dinheiro. É muito, mas a proposta original do setor econômico do governo era mais pesada, batia em pouco acima de 50%, o que levaria o caixa de 2015 para um patamar de alto risco, coisa de R$ 11 bilhões.

Jaques Wagner, ministro da Defesa, não teve força para evitar os cortes, mas faz o "jogo do contente":

"Os projetos estratégicos podem sofrer os efeitos de uma velocidade um pouco menor", disse, em referência ao ritmo de execução dos planos já contratados, ressaltando que, "para colocar em pé programas como esses, o processo é sempre demorado mas, para acabar com qualquer um deles, é muito rápido". Na segunda e na terça-feira a secretária-geral da Defesa, Eva Chiavon, faz reuniões para definir com equipes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica o volume contingenciado e onde serão feitos os cortes.

Os recursos de custeio, como os de contratação de serviços, das despesas cotidianas e das concessões de diárias foram limitados a R$ 1,1 bilhão até o fim do ano. A economia não será linear. O ajuste prevê variações da quota porcentual de acordo com critérios como necessidade imediata e negociação mais favorável a partir da discussão com os fornecedores. A meta geral, todavia, será mantida em 24,8%. O Ministério da Defesa é o quinto na linha das perdas.

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