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PIBinho negativo

Com queda, PSDB prevê piora no que 'já não estava bom'

Tucanos veem retração como primeiro passo de recessão profunda

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Logo após a divulgação pelo IBGE do recuo de 0,2% do PIB no primeiro semestre, o PSDB divulgou um artigo em que afirma que o País deu o primeiro passo de uma recessão mais profunda dos últimos 25 anos. Para o partido, não se enxerga uma luz no final do túnel e as medidas fiscais que o governo do PT implementa tendem a agravar ainda mais o quadro, arrochar ainda mais a economia e dificultar mais ainda a vida dos brasileiros.

"O que já não está bom vai piorar", afirma o artigo do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos e formação política dos tucanos. "O governo Dilma já trabalha oficialmente com uma recessão de 1,2% neste ano. Os sinais da crise estão evidentes por toda parte: não há confiança das empresas para investir; não há segurança dos consumidores para consumir; as fábricas estão diminuindo o ritmo e a fila do desemprego só aumenta. Ao paradeiro junta-se a inflação que não cede", avalia.

O PSDB diz que só há "más notícias" no PIB divulgado esta manhã. O partido cita que todos os setores e componentes da atividade econômica caíram, exceções feitas à agropecuária e à exportação – esta última ajudada pelo câmbio mais favorável. Diz ainda que, a produção de todos os demais setores, os investimentos e agora também o consumo também registraram queda.

"O último motor que ainda dava algum alento à economia brasileira parou. Depois de 45 trimestres, ou seja, quase 12 anos, o consumo das famílias teve sua primeira queda: 0,9% quando comparado a igual período do ano anterior", destaca.

O texto afirma ainda que no, Brasil do PT, "pouco se produz, quase nada se investe e não sobra para poupar". E enumera que tanto a taxa de investimento quanto a de poupança mantiveram-se baixas neste trimestre: 19,7% e 16% do PIB, respectivamente.

O artigo cita que, entre os países que já divulgaram o PIB dos três primeiros anos de 2015, apenas cinco saíram-se pior que o Brasil: Nigéria, EUA, Lituânia, Sérvia e Estônia. Nas previsões do FMI, assinala o texto, só nove países devem ter recessão mais severa do que o Brasil este ano – quase todos envolvidos em conflitos e/ou desestruturação interna.

"A verdade é que, com o PT, o Brasil ficou definitivamente para trás. Não há reformas com capacidade de modernizar a economia e atá-la ao bonde do crescimento externo. As escolhas equivocadas do governo petista nos últimos anos estão agora custando caro aos brasileiros. Por quanto tempo mais, ninguém sabe", conclui. (AE)

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