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Marielle Franco

CNJ notifica desembargadora do TJ-RJ a explicar acusações a Marielle

Marília Neves acusou a vereadora de ser 'engajada com bandidos'

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu intimar a desembargadora do Rio de Janeiro Marília Castro Neves a explicar suas declarações sobre a vereadora assassinada Marielle Franco, a quem acusou de ligação a gangues de traficantes.

Em nota, o ministro João Otávio de Noronha, corregedor nacional de Justiça, afirma que  as providências foram adotadas após as representações do Psol, partido de Marielle, e da Associação Brasileira de Juristas para Democracia.

“Em relação às postagens feitas pela desembargadora Marília Neves em redes sociais sobre a atuação de uma professora portadora da Síndrome de Down, o corregedor nacional determinou a abertura de Pedido de Providências e será concedido prazo para que a desembargadora se manifeste a respeito. "

Manifestações

Na última semana, a magistrada Marília Castro Neves postou em uma rede social informações falsas sobre a vereadora Marielle Franco. Na postagem, a desembargadora afirma que a Marielle era 'engajada com bandidos' e havia sido “eleita pelo Comando Vermelho”.

A desembargadora usou ainda as suas redes sociais para questionar o que professores com síndrome de Down podem ensinar a alguém. "Ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?", declarou em um grupo no Facebook.

Confira a nota do ministro João Otávio de Noronha na íntegra:

"Diante das recentes notícias veiculadas em meios de comunicação sobre manifestações públicas da desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Marília Castro Neves, a respeito da vereadora carioca assassinada, Marielle Franco, o corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, determinou a abertura de procedimento para averiguar os fatos. 

O Psol e a Associação Brasileira de Juristas para Democracia entraram no CNJ com duas representações contra a magistrada. Em relação às postagens feitas pela desembargadora Marília Neves em redes sociais sobre a atuação de uma professora portadora da Síndrome de Down, o corregedor nacional determinou a abertura de Pedido de Providências e será concedido prazo para que a desembargadora se manifeste a respeito."

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